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TEOLOGIA ESFÉRICA II

05/09/2010

Como urgia que os hebreus expandissem em número para enfrentar a hegemonia dos politeistas, a procriação não poderia deixar de ser o foco fundamental. Assim, instou-se que as relações sexuais que desprezavam a procriação biológica seriam consideradas inaceitáveis. E esse conceito de sexualidade perdurou por milênios, até que…
 

TEOLOGIA ESFÉRICA II

Com o avanço da Física Óptica criaram-se as lentes e com elas os telescópios. A Astronomia deu um salto qualitatitavo e lançou o olhar do homem para muito mais longe, e também muito mais fundo com os microscópios. Entretanto, mesmo admoestada pela Reforma Protestante – início do sec. XVI, a Igreja não se moveu no sentido de repensar sua teologia.

Assim como a Geometria Euclidiana não alcançava a a totalidade das exigências da ciência e novos modelos de Geometria tiveram que ser elaborados, entre os quais a Geometria Esférica – início do século XIX; Também a “teologia da terra plana” já não dava mais conta de explicar as contradições bíblicas e resolver os novos problemas que as descobertas científicas apresentavam. Paralisada no sectarismo, a Igreja então inicia seu longo período de decadência. De governante passou a governada e para não perder o poder que ainda lhe restava, negociou sua influência popular com os governantes. Por insistir na “teologia plana” a Igreja não só perdeu a hegemonia do poder como segue perdendo seu raio de influência.

Como o curso da Natureza é inexorável e irreversível, esta adiantou-se às igrejas todas e começou a agir no subconsciente humano. A mulher, intuitiva, não esperou que seus líderes religiosos hes dissessem que rumo seguir diante da iminente lotação da Terra, e criou um movimento de transformação social – sec. XX, que se ainda não concluso pouco falta para tanto, e que levará a civilização a um outro nível de realizações. Do mesmo modo, agora que o percurso feminino se consolidou, aqueles outros intuitivos que o apoiaram viram-se livres para obedecer o curso natural.

Os “diferentes” dos homens e das mulheres comuns, os que a rigor se encontram a meio caminho entre o masculino e o feminimo, os divinamente criados para essa função, criados para não ser exclusivamente nem macho, nem fêmea, hoje começam a surgir como uma avalanche sobre a sociedade. E tudo indica que as igrejas começam a despertar para o fato de que a Terra lotou. E afirma que estes seres por milênios gestados pela natureza fazem parte fundamental do Plano Divino da Criação.

E são eles O Arauto da nova teologia. A Esférica. Cujo modelo não será o último mas que servirá por muito tempo para aproximar o Homem de Deus.

Deus não ordenou que o homem criasse e multiplicasse e enchesse toda a Terra. Ele, por ser Deus que É, simplesmente constituiu o homem para isso. Do mesmo modo ele não ordenou que o homem criasse e multiplicasse no espírito, da mesma forma constituiu-o para tanto.

Assim como o Homem não decidiu pelo impulso da cópula, assim também nao decidiu pelo espírito de transcendência. Foram-lhe dados um e outro.

O Homem também caminha compulsóriamente para Deus. Simplesmente porque Deus não criou o Homem para provar coisa alguma, apenas criou-o para a Sua Semelhança.

No início do século XVII construiu-se o telescópio e o microscópio, e o olhar humano se aprofunda até muito longe onde jamais havia chegado antes.

A Física Óptica muda o foco do conhecimento e nasce a Ciência como disciplina humana inquestionávelmente exata. As bases estavam lançadas. Descobre-se o espaço terrestre finito e limitado.

Quatro séculos se passaram gestando a nova humanidade. Aquela a quem caberia adequar-se a um espaço limitado , a Terra.

As guerras, ações de extermínio para abertura de espaço para os mais fortes que tenham sido não funcionaram, a população continuou sua expansão. A mulher toma a iniciativa de controlar o número de filhos, o que desacelerou o crescimento que continua. As epidemias são insignificantes para deter o avanço numérico da massa. Os governos buscam controlar a natalidade, um paliativo. A demografia explode e com ela a homossexualidade explode no planeta como tentativa de solução final.

Num esforço inédito a humanidade busca o equilíbrio populacional. E claro, se a super população resulta da procriação biológica, esta resulta da sexualidade. Assim as relações sexuais que desprezam a procriação biológica, de inaceitáveis passam a urgentes. E a procriação biológica começa a ceder espaço para a procriação espiritual.

As igrejas proliferam como bactérias, mas todas elas equivocadamente baseadas na teologia da Terra plana, a teologia da contradição. As águas da contradição. E nessas águas não sobreviverão.

Só a teologia que assumir a esfericidade da Terra atravessará o Mar Vermelho. Só a teologia que assumir a procriação espiritual no lugar da procriação biológica sobreviverá.

sec. XVI – REFORMA

sec. XVII – TELESCÓPIO

sec. XVIII – A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

sec. XIX – GEOMETRIA NÃO EUCLIDIANA

sec. XX – MOVIMENTO FEMINISTA

sec. XXI – PEGADA ECOLÓGICA, A INTRODUÇÃO À TEOLOGIA ESFÉRICA E O FIM DA  HETERONORMATIVIDADE

TEOLOGIA ESFÉRICA I

24/08/2010

 

POR UMA TEOLOGIA PARA O PRESENTE E FUTURO

Até a Idade Média, o homem comum olhava para cima, via no céu o Sol, a Lua e as estrelas. Via o Sol e a Lua como discos achatados por falta de ciência e analogamente, embora os intelectuais desde a Grécia Antiga já especulassem sobre a esfericidade da Terra, o senso comum a dava como plana.

Foi com este conhecimento que a teologia foi pensada e dessa forma cristalizada. Também nada se sabia sobre os limites da Terra. Não estava sob a sua ótica a possibilidade de que um dia a humanidade a ocuparia inteiramente e que nela chegar-se-ia ao ponto de lotação máxima permitida. Noção que só recentemente tem sido aceita. Daí hoje, a expansão do conceito de “pegada ecológica”

Até Abraão, patriarca judeu, o politeísmo era o modo com que o homem se relacionava com o transcendente, a exceção do próprio povo judeu na tradição de Noé. As civilizações eram então, politeístas e dominavam a Terra. Não existia nelas a cultura das relações heterossexuais como norma prioritária.

O povo judeu, população minoritária, precisava então aumentar em número para fazer frente ao domínio dos povos circunvizinhos.

A lógica da teologia judaica admitia, por razoabilidade, que houvesse um deus superior aos outros. Os próprios politeístas reconheciam entre seus deuses, um que suplantava os outros, ao qual estes em última instância, estavam sujeitos.

Era natural para os judeus que, por força dessa razão, os deuses subordinados simplesmente não existissem. Pode-se deduzir que todos eles estariam incorporados no Único, Yahweh.

Com a vitória da liderança de Moisés sobre os egípcios, um código se fez necessário para que a independência dos judeus se solidificasse. Moisés* então, estabeleceu o Pentateuco, a partir do Decálogo.

No Gênesis, a ordem da criação do unverso tão surpreendemente inspirada, descrição figurativa de há milênios que se pode corroborar científicamente, culmina com a criação do primeiro homem, Adão. Logicamente também figura de linguagem. Pode-se tomar Adão como tendo sido o primeiro homem monoteísta, ou o primeiro dotado de inteligência transcendente. O primeiro a acreditar num Criador e Único. Que também pode ser entendido como o primeiro a reconhecer a si mesmo conscientemente.

Como urgia que os hebreus expandissem em número, a procriação não poderia deixar de ter foco fundamental. Assim, instou-se que as relações sexuais que desprezavam a procriação seriam consideradas inaceitáveis. E esse conceito de sexualidade perdurou por milênios, até que…

* Conjuntos de escritos atribuídos a vários autores


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