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CASAMENTO, FAMÍLIA, VELHICE E MORTE

24/05/2010
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CASAMENTO, FAMÍLIA, VELHICE E MORTE

Os gays católicos só podem casar nas catacumbas. E não podem ainda, por tempo indeterminado, publicar a sua condição de casados porquanto a eles seria vedada a eucaristia na sua comunidade eclesial.

Ainda que fosse pecado a união de dois que amam, i. e. ainda que numa redução por absurdo, fosse pecado amar, o pecado jamais teria maior importância que Jesus na Eucaristia. Nenhum pecado tem maior importância que a Eucaristia.

A Eucaristia foi instituída por Deus para fazer presente Aquele que salva. Se a Eucaristia é só para os santos para que Jesus a teria instituído?

A Eucaristia é a força do pecador contra o pecado. A Confissão que antecede a Eucaristia revela o arrependimento do pecado.

Mas amar não é pecado, pelo contrário é o ato humano mais santo, o artigo primeiro da Constituição da Nação Divina promulgada por Deus e ratificada por Jesus. Amar é ter Deus presente em nós. Então, amar não é objeto da Confissão. Porque amar é receber o Espírito de Deus.

Lei moral natural: aquela com a qual Deus constituiu os homens, todos e CADA UM, para fazer a escolha entre o que é bom e o que é ruim.

Na lei biológica natural a homossexualidade é nata. Quer dizer, o sexo entre iguais é natural.

De modo que a lei moral natural como é entendida pela Igreja conservadora, contraria a lei biológica natural. Como se fosse possível ser a lei moral natural contra a natureza.

O meio religioso conservador já reconhece o homossexual como natural, mas pretende inculcar a idéia de que a prática homossexual nunca pode ser santa e que o homossexual deve contrariar sua natureza vivendo em abstinência sexual.

Negam assim a obra divina argumentando com um texto da Bíblia, que em si é legítimo, mas que é entendido de forma redutora. É a redução da obra divina, redução que parte da própria teologia que pretende a defesa da Obra Divina. Uma contradição, a falha trágica.  

Tradição: a defesa religiosa vigente da Tradição pretende superar a própria Tradição, fazendo-se maior que ela ao negar a vivacidade das Sagradas Escrituras.

A Bíblia escrita para sempre traz que Deus fez o homem para povoar toda a Terra, e na Sua infinita sabedoria construiu a própria Terra como uma bola fechada e limitada. Significa que Deus previu que um dia a Terra lotaria de corpos humanos segundo a sua capacidade de ocupá-la e consumi-la sem prejuízo da sua sustentabilidade.

Assim criou o homem para procriar também e principalmente no Espírito.

Dado que a Terra lotou, a procriação no Espírito passa à prioridade sobre a procriação biológica. Entretanto, a defesa vigente da Tradição nega a Tradição da inteligência humana ao negar a Sabedoria de Deus em fazer o homem inteligente e espiritual, à Sua semelhança. O homem é mais semelhante a Deus no espírito do que no corpo.

Família: A Defesa Teológica Vigente da Tradição entendeu que a família é um conjunto de indivíduos biológicamente interdependentes. Tornou a família sob esse ponto de vista num laboratório com regras experimentais baseado na eugenia, que a própria Igreja aqui é contraditória porque justamente condena. A eugenia está fora do Plano Divino que estabeleceu a Diversidade, como confirma a Verdadeira Tradição.

A Verdadeira Tradição ela mesma, reconhece que os vínculos espirituais e afetivos entre os membros de uma família são exatamente o que a define em detrimento do vínculo genético. A Defesa Teológica Vigente da Tradição trata portanto a família, sob seu ponto de vista, como um criatório de seres animais; enquanto a Verdadeira Tradição, ela mesma, trata a família como um criatório de seres espirituais.

Com isso a Defesa Teológica Vigente da Tradição não está autorizada à defesa da lei moral natural no quesito em questão, a menos que reconheça a Tradição que ultrapassa os interesses mundanos. Quer dizer, a legítima lei moral natural é maior e melhor que aquela “lei moral natural” que a teologia vigente tem pretendido impor até o século XX.

A teologia vigente perdeu-se das raízes da Tradição e ao longo dos séculos evoluiu para negar a Tradição Original, a Verdadeira. Não em todos os seus aspectos, mas claramente neste em que a Verdadeira Tradição define a família como célula inicial de uma humanidade espiritual superior à família como célula inicial de uma humanidade puramente biológica.

Assim, a família homoparental católica é legítima se tiver como objetivo a formação de si mesma e de sua prole, no sentido de ser uma família humana espiritualizada e submetida a Deus.

A prole portanto pode ser mantida, criada e educada por quaisquer indivíduos que constituirem uma família voltada para Deus. A prole pode resultar de filiação biológica ou não, porque filho será aquele que reconhecer Deus como o Senhor absoluto, em particular Jesus, se a família for cristã; e, pai ou mãe será aquele que inspirar na sua prole esse reconhecimento.

A família cristã, objeto de nossa análise, crescerá e frutificará nesses termos. E será sempre legítima qualquer que seja a sua configuração.

E desse modo envelhecerá cada um que participar de sua constituição. Na dignidade de uma velhice cristã e católica, amparada pelos seus membros e seus pares.
E cada membro será acompanhado por todos da família até o seu último momento, após o que, a ele será prestada reverência por toda a eternidade.

 


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