Posts Tagged ‘MATRIMÔNIO’

TI SPOSERÒ – E VIVA ITALIA!

07/05/2012

EUA – PESQUISA BOMBÁSTICA!

07/04/2011

Do Public Religion Research Institute – Washington, DC 20036

 

 

Relatório – Atitude católica sobre gays e lésbicas: um retrato abrangente da recente pesquisa

 

 

Os católicos são mais favoráveis ​​aos reconhecimentos jurídicos de pessoas do mesmo sexo do que os membros de qualquer outra tradição cristã e os americanos em geral.

Aproximadamente 75% dos católicos são a favor da permissão do casamento entre pessoas do mesmo sexo (43%) ou da união civil (31%). Somente 22% dos católicos são contrários ao reconhecimento legal das uniões homossexuais.

Quando o casamento homossexual é definido explicitamente como um casamento civil, o apoio é dramaticamente mais alto entre os católicos.

Se o casamento para casais gays é definido como casamento civil “como o que se realiza em cartório”, o apoio católico para a modalidade aumente 28%, de 43% para 71%. O mesmo padrão existe na população em geral, mas entre católicos é mais pronunciado.

Sob o tema do casamento homossexual, o apoio católico às lésbicas e aos gays é forte e ligeiramente maior que o do público em geral.

Aproximadamente três quartos (73%) dos católicos apoiam leis que protejam gays e lésbicas contra a discriminação em ambiente de trabalho; 63% dos católicos apoiam gays e lésbicas assumidos no serviço militar; e 6 em 10 (60%) dos católicos são a favor da adoção de crianças por casais homossexuais.

Comparado com o público em geral que vai à igreja, os católicos são muito menos propensos a ouvir sobre a questão da homossexualidade do seu clero, mas aqueles que ouvem têm muito mais probabilidade de ouvir mensagens negativas

Somente 1 em cada 4 (27%) dos católicos que assistem missa regularmente diz que o padre fala sobre homossexualidade, mas cerca de dois terços (63%) desse grupo dizem que as mensagens ouvidas são negativas.

Comparado a outros grupos religiosos, os católicos são significativamente mais propensos a dar a sua igreja avaliações pobres sobre como ela está lidando com a questão da homossexualidade.

Menos de 4 em 10 (39%) dos católicos dão à sua igreja alta avaliação (em notas tanto A como B) ao ítem manejo da homossexualidade.

Sete em cada dez católicos dizem que as mensagens em lugares de culto dos Estados Unidos contribuem muito (33%) ou pouco (37%) para aumentar a taxa de suicídio entre jovens gays e lésbicas.

A esmagadora maioria de católicos rejeita a idéia de que a orientação sexual possa ser mudada.

Aproximadamente 7 entre 10 (69%) dos católicos discordam que oreintação homossexual possa ser mudada; menos de 1 em 4 (23%) acredita que pode ser mudada.

A maioria dos catolicos (56%) acredita que relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo não é pecado.

Entre a população geral, menos da metade (46%) acredita que não é pecado.

(PRRI, Religion & Politics Tracking Survey, October 2010).

fonte:

 

http://www.publicreligion.org/research/?id=509

OS MELHORES MINUTOS DO SHOW DE ONTEM, 15/07/2010, NO SENADO ARGENTINO!

16/07/2010

Senhoooooras e senhores… E com vocêêêês…. A deles… a sua… a minha… a nossa!

NOOOOOOOOOOOOOOOORRRRRMMAAAAAA  MO… RAN…DIIIIIIIINNIIII…

FINALMENTE! UM BISPO CATÓLICO A CAMINHO DA VERDADE

02/07/2010

“Concordo e aceito um homem que viva com um homem”

Entrevista com D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas e de Segurança de Portugal. Por Rosa Ramos, Publicada em 26 de junho de 2010 pelo

iOnline

 

(sobre a aprovação do casamento gay pelo Presidente Cavaco Silva) 

… “Para mim, independentemente do conteúdo – eu não concordo com a noção de casamento -, concordo e aceito um homem que viva com um homem e uma mulher que viva com uma mulher.

Isso não o choca?

É evidente que não. A atitude que tenho de ter é a respeitabilidade.”

(sobre as relações homossexuais)

Como encara o movimento de gays católicos?

São pessoas que põem problemas. Eu acho que o drama de cada pessoa deve ser entendido. Nós julgamos e jogamos com generalidades. Eu despertei para este problema já há muitos, muitos anos, quando conheci um casal que já não era jovem e que me confessou, amargurado, que o filho era homossexual. E eles sofriam e diziam: “Não discriminamos o nosso filho, achamos que não é um crime.” Nós podemos não aceitar nem entender que os nossos filhos sejam homossexuais, mas temos de os amar, não os podemos afugentar. E a Igreja só pode ter uma atitude: acolher, ouvir, tentar entender. Eu às vezes pergunto a colegas: “Você já alguma vez falou com um homossexual?” É que eu já e sabe o que é que vi? Uma pessoa que sofria loucamente, porque não era entendida, porque tinha uma orientação sexual que não é aceite socialmente. Alguém que se sentia só, escorraçado. Alguém que se escondia.

A Igreja acolhe os homossexuais, na verdade. Desde que não pratiquem a sua homossexualidade…

Com certeza que um casal homossexual não é um teórico, não é? E os afectos traduzem-se por essa prática, por essa fusão psíquico-afectiva da unidade misteriosa que é o ser humano.

A Igreja tem de entender isso?

Entender, sim. Sacralizar é que não – porque o amor, para a Igreja, é um sacramento, o matrimónio. Esta é uma matéria muito complexa, que tem de ser muito bem compreendida. E nenhuma instituição pode dizer se aceita ou não aceita. Cada caso é um caso.”

 

Enquanto tantos caminham em direção e sentido contrário, D. Januário já encontrou o sentido. E a direção da sua jornada converge para O CAMINHO. Ele ainda é jovem… vai conseguir alcançar a plenitude da caminhada.

NOTÍCIAS DE CÓRDOBA, ARGENTINA (GRUPO ANGELELLI)

10/06/2010

 
Em 05 de junho de 2010, a redação do jornal argentino La Voz publicou que o Arcebispo de Córdoba, monsenhor Carlos Ñáñes pediu aos padres do Grupo Sacerdotal Angelelli que se retratassem das declarações em favor da legalização da família homoparental, e exigiu que preguem a posição oficial da Igreja.

Segundo La Voz, o Arcebispo reuniu-se com cinco dos padres do Grupo Angelelli, entre eles Nicolás Alesio (autor do conhecido documento) e Víctor Acha (co-signatário), a quem pediu que preguem a voz ofical da Igreja que não aprova o “matrimonio homossexual”.

O comunicado que desencadeou a polêmica foi redatado por Alesio e respaldado por 15 sacerdotes. “Diante da possibilidade de uma lei que permita a pessoas do mesmo sexo estar em “matrimônio” e viver profundamente o amor e a sexualidade, entendemos que aprová-la, acompanhá-la e aprofundá-la nos coloca no caminho do Evangelho de Jesus”, afirma o inicio do documento.

“Se nos pedem que retifiquemos essas declarações, obviamente que o não faremos. Somos pessoas adultas para que nos imponham o que temos de dizer ou fazer”.

“…não está em jogo nenhum dogma da fé católica: é uma opinião da Igreja sobre uma instituição civil…” Alesio reconheceu que é a primeira vez que se emite um decreto dessa natureza em que “nos admoesta e nos pede retratação.”

Completou: “Recebemos a adesão ao grupo Angelelli ao nível nacional…”

Segundo La Voz, Victor Acha foi outro dos sacerdotes a quem Ñáñez chamou para uma conversa privativa no Arcebispado.

“O bispo Ñáñez me pediu que expresse minha adesão aos ensinamentos da Igreja e assinale as diferenças que tenho com as afirmações do padre Alesio na nota que assinei com os outros sacerdotes. Eu lhe manifestei que coincido com os dogmas da Igreja, mas nesse particular tenho uma opinião diferente da que manifestou a conferência dos bispos”, explicou.

“Eu disse a Ñáñez que a Igreja Católica pode fazer todas as declarações sobre o valor do matrimônio heterossexual, mas não tem o direito de pedir à sociedade civil que rechace uma opinião diferente… Alesio manifestou “escuetamente”(?) pontos que são importantes sobre porque se pode aprovar uma lei assim, que pelo lado cristão não contradiz o que prega o Evangelho”, acrescentou Acha.

“Pediu-me adesão aos ensinamentos da Igreja e eu concordo com todos os dogmas católicos, mas há questões que se ensinam na Igreja que são opináveis, que evoluíram e, então, há que se aprofundá-las para dar respostas mais adequadas. Não pode haver um critério único em questões não dogmáticas. Se me perguntarem pela Santíssima Trindade direi: Pai, Filho e Espírito Santo. Mas se dizem que não pode existir amor entre duas pessoas homossexuais, eu digo: errado, pode existir amor”.

Ao contrário de Alesio, Acha negou que Ñáñez tenha imposto alguma sançaõ ou “admoestação”. “O que me pediu o bispo também merece consideração profunda e detalhada. Ele (Ñáñez) aguarda resposta por escrito à sua carta e não me impôs nenhuma sanção. Na conversa que tivemos trocámos pontos de vista, na qual lhe disse que há muitos teólogos e moralistas que pensam o mesmo que eu”, indicou.

A íntrega da matéria em espanhol:

http://www.lavoz.com.ar/ciudadanos/la-iglesia-llamo-al-orden-varios-curas-por-sus-dichos

O AMOR É O ESPÍRITO DE DEUS PRESENTE E VISÍVEL EM CADA UM DE NÓS E NO OUTRO.

29/05/2010
 
GAY CATÓLICO
 
Gay, ou GLBTTTI, é um ser humano com identidade sexual diversa da heterossexual. Esta, a identidade sexual humana dominante e hegemônica. Enquanto espécie é a única diferença.
 
Católico é o humano pertencente à religião cristã universalizada com sede na Santa Sé, o Vaticano. 

Pertinência religiosa é a filiação à uma doutrina de fé no Transcendente Absoluto, Deus.

Jesus de Nazareth, o Cristo é o Filho Unigênito de Deus.

BREVE RETROSPECTO DO BLOG GAY CATÓLICO

No Prólogo tentamos elaborar um panorama da situação dos gays católicos. Triplamente discriminados: pelos gays por serem católicos, pelos católicos por serem gays e pela sociedade heteronormativa. [02]
Contamos apenas um caso em três episódios de como um gay se torna católico a despeito da opressão gerada pela discriminação no meio. [03] , [04] , [05]
Gay nasce gay, mas escolhe ser católico. E escolhe ser católico porque, à exceção da discriminação sofrida por sua orientação sexual, é com a doutrina católica que se identifica, e nenhuma outra responde tão integralmente às suas exigências. A sua “desobediência” será analisada a posteriori. [# in comentários]
Ele entende que há um percurso para – sem perder nada – viver plenamente a sua afetividade e sexualidade. A importância do primeiro encontro, a corte, o namoro, o noivado, e finalmente o casamento que celebra na noite de núpcias. Cada um desses passos tem seu significado sem o qual não compreende a relação com o outro. [09] , [10] , [11] , [12]
Sua religiosidade é isenta de culpa porque acredita em Jesus, quando em Mateus 19, 11-12, revela só a quem é capaz de entender, que desde o ventre materno assim foi formado e que portanto está no Plano de Deus. [13]
Unidos por Deus no casamento, o mistério do Amor  – Deus –  revela-Se na fusão dos cônjuges, na experiência única, real e concreta da ininterrupta Presença do Amor entre ambos, identificando-os um no outro ao ponto de cada um ser dois e os dois… Um.  [14]
E ainda sem deixar de ser, cada um, ele mesmo. É o encontro com o Sagrado que conduz à família homoparental, à educação da prole segundo determinação divina, o envelhecimento na companhia dos seus e finalmente a dignidade da passagem para a Glória do Senhor.  [17]
 

 

PROVÍNCIA DE CÓRDOBA, ARGENTINA

25/05/2010

CÓRDOBA, ARGENTINA – 19 DE MAIO DE 2010

 EM: http://www.lavoz.com.ar/ciudadanos/repudian-la-marcha-contra-el-matrimonio-gay?comunidad=

Sacerdotes cordobeses se expresaron a favor del matrimonio gay y de la adopción

Miembros del grupo Angelelli, encabezado por el padre Nicolás Alessio, dijeron que “no toda la Iglesia está en contra” de los homosexuales. El documento.

Grupo de Sacerdotes Angelelli de Córdoba apoyan la ley de matrimonio

para todas y todos!

*Aporte al debate sobre modificaciones a la ley de matrimonio civil*

*Nicolás Alessio por Grupo Sacerdotes Enrique Angelelli, Córdoba*

*”Dios es amor, el que permanece en el amor, permanece en Dios y Dios

en él”. San Juan. *

*”Dios es espíritu, donde está el Espíritu esta la libertad”. San

Pablo a los Corintio.*

*”Ya no hay diferencia entre judío y griego, esclavo y hombre libre,

entre varón y mujer, porque todos ustedes son uno solo en Cristo

Jesús”. San Pablo a los Gálatas. *

Ante la posibilidad de una ley que permita a personas del mismo sexo

ser “matrimonio” y vivir profundamente el amor y la sexualidad,

entendemos que aprobarla, acompañarla y profundizarla nos pone en el

camino del Evangelio de Jesús. Un Jesús que nos ha revelado el rostro

amoroso de su Dios. No necesariamente ni siempre, la iglesia oficial,

y sus opiniones, coinciden con el Evangelio. Este tema es uno de esos

casos.

Veamos:

– Jesús nunca fijó una doctrina cerrada sobre el matrimonio,

simplemente siguió las costumbres de su época y avanzó en reconocer y

defender, de una manera especial a las mujeres, en un contexto social

machista y patriarcal….

– Jesús jamás condenó ni mencionó la homosexualidad, sí se enfrentó a

los soberbios, a los que se creían puros, a los que tenían el poder

opresor, a los que esclavizaban, a los que humillaban…

– Jesús siempre puso la Ley al servicio de una mayor humanización,

donde el centro sea la persona y, sobre todo, los proscriptos, los

olvidados, los últimos…

– el término “homosexual” no aparece en la literatura sino hasta fines

del siglo XIX, en los tiempos bíblicos no existía una comprensión

elaborada de lo que actualmente entendemos por orientación

sexual…mal se podría condenar la homosexualidad….

– toda la revelación bíblica apunta a centrarnos en el amor, sin

exclusiones de ningún tipo, y con predilección por los marginados, los

proscriptos, los ninguneados, los postergados, los acusados…

– si algunos textos del Antiguo Testamento, parecen condenar la

homosexualidad, en realidad lo que están rechazando, es, o la

idolatría que tal práctica revelaba o, en todo caso, como en el caso

de Sodoma, la falta de hospitalidad, en Ezequiel 16:49-50 por ejemplo,

“Sodoma” es soberbia, gula y no socorrer al pobre y al indigente, es

decir, no tiene nada que ver con un pecado “sexual”. Por otra parte,

esos textos del Antiguo Testamento, jamás se refieren a las lesbianas,

solo hablan de los varones.

– si algunos textos de las cartas apostólicas incluyen en sus listas

de “pecado” a la homosexualidad, es solo para adaptarse a los códigos

morales greco romanos, y en ese sentido recordar el pecado de

idolatría que tales costumbres significaban, o condenar las practicas

de abuso, prepotencia, explotación sexual, sean estas hetero u homo

sexuales, pero de ninguna manera expresan una condena a la

homosexualidad como tal…

– toda la revelación bíblica y con más razón, el Nuevo Testamento, no

es un código de moral, citar textos aislados para condenar la

homosexualidad es un fundamentalismo anacrónico incapaz de entender

los textos en su lugar histórico particular, es usar algunos textos

para justificar los propios prejuicios. Hacer de la Biblia un manual

de moral sexual sería caer en el legalismo judío duramente criticado

por Jesús, la Biblia es la revelación de un Dios que nos quiere ver

libres, gozosos y felices y, que por eso, nos invita a enfrentar a

todo el que oprime, discrimina, rechaza, expulsa, odia, segrega,

separa.

Entendemos la homosexualidad, como una manera distinta, diferente,

diversa, de vivir la sexualidad y el amor, no como una rareza y menos

como una enfermedad. Desde hace 37 años la homosexualidad no se

considera un trastorno psiquiátrico y la Organización de las Naciones

Unidas (ONU) a través de la OMS (Organización Mundial de la Salud) la

eliminó como trastorno mental el 17 de mayo 1990 por considerar, con

criterios científicos, que no correspondía a una patología, sino que

es parte de la diversidad del ser humano.

Quién podría negar que las personas del mismo sexo pueden vivir de

manera, adulta, libre y responsable su sexualidad? Nadie puede, y

menos en nombre de Dios, afirmar que hay una sola manera de vivir la

sexualidad y el amor. La naturaleza, rica en multiplicidad, también

nos enseña que, la diversidad, no atenta contra ella, si no que la

embellece. Citar a la “ley natural” para oponerse a esta legislación

es solo una posición fijista, dura, congelada, de la realidad

pretendida como “natural”, sin entender los complejos procesos

culturales.

Entendemos que un legislador, puede profesar profundamente su fe

cristiana y católica, y, a la vez, con total libertad de conciencia,

pensar, definir y actuar distinto a lo que propone la jerarquía

eclesial. En la Iglesia Católica, no hay un “pensamiento único”, hay

lugar para la diversidad y la pluralidad. Por otra parte, un

legislador, no legisla para la comunidad católica, legisla para toda

la ciudadanía. No debiera ofender ni molestar a nadie, por el

contrario, debiera ser motivo de alegría, que las personas del mismo

sexo, que tradicionalmente han sido objeto de burlas,

discriminaciones, condenas, estigmas, anatemas, prejuicios y obligadas

a vivir en la clandestinidad u ocultando sus más profundos

sentimientos, hoy puedan sentirse libres y amparados por una ley de la

Nación que les reconoce su derecho al amor y a la familia, no como una

concesión de mala gana, si no como un derecho inalienable.

Grupo Sacerdotal Enrique Angelelli

Pbro. Nicolás Alessio

Provincia de Córdoba

Argentina

http://www.lavoz.com.ar/files/Grupo%20de%20Sacerdotes%20apoyan%20la%20ley%20de%20matrimonio%20para%20todas%20y%20todos.pdf

A reportagem do jornal La Voz

Un grupo de 12 sacerdotes de Córdoba pertenecientes al grupo Enrique Angelelli se manifestaron hoy a favor del matrimonio homosexual y de la posibilidad de que una pareja gay pueda adoptar niños, con lo que expresaron sus diferencias con el Episcopado.

En diálogo con Mitre 810, el sacerdote de la parroquia San Cayetano, Nicolás Alessio, aseguró que ellos no sólo están a favor del matrimonio gay, sino que además están convencidos de que una pareja homosexual tiene derecho a la adopción de niños.

En ese sentido, los religiosos plantearon que la necesidad de que haya “matrimonios para todos y todas”.

“Nosotros somos cristianos, católicos y sacerdotes de la Iglesia Católica, pero en este tema estamos opinando en las antípodas de lo que opina el Episcopado. Nosotros estamos a favor de una igualdad de derechos, a favor del matrimonio de la familia de homosexuales, de la familia gay”, consideró Alessio.

En el texto redactado sobre el tema, al que tuvo acceso La Voz, los sacerdotes aseguran que “Jesús nunca fijó una doctrina cerrada sobre el matrimonio”, sino que “simplemente siguió las costumbres de su época y avanzó en reconocer y defender, de una manera especial a las mujeres, en un contexto social machista y patriarcal”.

“Los que no quieren que el matrimonio gay adopte es porque en el fondo consideran que son enfermos, parten de ese prejuicio. Entonces lógico, nadie le daría niños a una pareja de enfermos. Pero si partimos de la base que son personas tan normales como vos y como yo, ¿por qué no van a poder adoptar?”, preguntó Alessio.

Por su parte, organizaciones por la diversidad y los derechos de las personas homosexuales, bisexuales y transgénero repudiaron hoy la marcha realizada ayer por un grupo de cordobeses en oposición al proyecto de ley de matrimonio entre personas del mismo sexo.

“Respetamos la libertad de expresión y de culto, pero nos parece que esto atenta contra las libertades básicas y los derechos humanos universales”, señaló a La Voz Martín de Mauro, de la Multisectorial Justicia por Natalia Gaitán.

“Son sectores que no se han aggiornado, que no saben ver que hay familias que no necesariamente tienen padre y madre, incluso por motivos que no tienen que ver con la identidad de las personas. Son familias heterosexuales que no responden a ese modelo”, agregó Di Mauro.

En contra. Ayer, un grupo de cordobeses marcharon por el centro de la ciudad con varias banderas que llevaban la inscripción “Queremos mamás y papás” (Ver

La agrupación Devenir Diverse también repudió la manifestación. “Esto genera más violencia social, enardeciendo los ánimos de ambos lados, lo que creemos que no ayuda a un debate social distendido”, señalaron sus integrantes a través de un comunicado.

“Marchar con carteles que dicen ‘NO a los caprichos de los pervertidos’, ‘La familia se extingue’ y con figuras de dos varones y dos mujeres tachadas, son un acto de violencia y discriminación que se deben cuestionar cuanto menos”, indicaron.

“Lo más temible es que detrás del discurso de los derechos de los niños se esconden prejuicios sobre las personas que viven su sexualidad de modo diferente a lo que ellos piensan que se corresponde con la ‘ecología humana'”, agregaron.

Acciones. La agrupación convocó a un picnic por la igualdad, que se realizará el próximo domingo a las 17 en la Plaza de la Intendencia.

En tanto, la Multisectorial adelantó que próximamente convocarán a una marcha para apoyar el proyecto de ley de matrimonio entre personas del mismo sexo, que se votará el 14 de julio en el Senado de la Nación.

VEJA COMO A MATÉRIA FOI PUBLICADA EM SITES BRASILEIROS

http://blogdoclaudionascimento.blogspot.com/2010/05/padres-argentinos-saem-em-defesa-do.html

http://mixbrasil.uol.com.br/lifestyle/religiao/padres-argentinos-saem-em-defesa-do-casamento-gay.html

http://mundalternativo.blogspot.com/2010/05/argentina-padres-catolicos-saem-em.html

O ARCEBISPADO DE CÓRDOBA, COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, POSICIONOU-SE CONTRÁRIO AO DOCUMENTO DO GRUPO SACERDOTAL ENRIQUE ANGELELLI

Comunicado de Prensa de Mons. Carlos Ñañez

El Arzobispo de Córdoba, Mons. Carlos José Ñáñez, pone de manifiesto que la opinión emitida en diversos medios de comunicación social por el Pbro. Nicolás Alessio por grupo sacerdotes Enrique Angelelli Córdoba, en relación al posible matrimonio entre personas del mismo sexo, son exclusivamente a título personal y no representan, de ningún modo, el sentir de la Iglesia Católica.
Aprovecha la ocasión para reafirmar su adhesión plena al magisterio de la Iglesia en relación al matrimonio y la familia, en particular lo manifestado por la Conferencia Episcopal Argentina el pasado 20 de abril (99ª Asamblea Plenaria) y el comunicado de los Obispos de la Provincia de Córdoba sobre el particular, emitido en el día de hoy, con fecha 19 de mayo de 2010.

Gustavo A. Loza
Sec. de prensa
Arzobispado de Córdoba

http://www.episcopado.org/portal/

DOIS EM UM

05/05/2010

MAPA 2 – A SEXUALIDADE DOS CÔNJUGES GAYS

DOIS EM UM SÓ CORPO

E eu te vejo dentro de mim e tu me vês dentro de ti.

Eu me vejo com os teus olhos e tu te vês com os meus.

Eu te vejo com os teus olhos e tu me vês com os meus.

Já não sabemos quem é um e quem é o outro,

mas sabemos que somos Um e um novo mistério.

Quem já não experimentou a delícia que é sentir o amado dentro de si mesmo? Não se trata aqui de penetração sexual. Trata-se de incorporação mesmo. Lúcida. Melhor dizendo: translúcida.

O célebre verso da canção que diz: “I’ve got you under my skin”, não é uma imagem poética. É uma sensação real e concreta.

É como se o amado nos incorporasse. Como se penetrasse nosso soma, e nossos pensamentos e emoções são os dele.

Mesmo longe está tão perto de nós quanto perto é dentro de nós mesmos.

Mais do que um estado alterado da consciência é a transcendência da consciência.

Seu corpo invisível mas sensível encaixa-se no nosso, e sentimos em nós o jeito de ser do nosso amado.

A experiência só é possível no Amor ao outro. Amor Verdadeiro.

Quando a entrega de si mesmo ao outro é plena, este outro se nos incorpora. E passamos a ser ele sem deixarmos de ser nós mesmos. É o Amor. É o casamento. É a fusão de dois em um. É o novo ser. O Um de dois. Dois num só corpo.

O que está descrito acima não é poesia, é fato, é real, é concreto. Esse é o significado de um só corpo no casamento entre dois que se amam verdadeiramente. Quando o Amor é entre dois, é assim que Ele se manifesta. É assim que Ele opera.

Nessa fusão, a Presença divina é sentida na pele, no cérebro, na alma. É a Graça. É o Estado de Graça

E assim segue o casal gay católico na união verdadeira no Amor. Nesse novo corpo que nasceu na noite de núpcias, começa a crescer na manhã seguinte e inicia sua jornada no Caminho. Porque é cristão. E é católico.

Por isso o que Deus uniu o Homem não separa. Porque separar significa matar essa Nova Pessoa.

Jesus é tão ou mais presente nesse casal que em encontros “em nome Dele” carregados de retórica.

Talvez a maior virtude que se segue desse encontro, porque pleno de felicidade no Amor, é a generosidade abundante. Quem ama e é correspondido, melhor dizendo, o Um quem tem o Amor em si pelo Outro e tem o Amor no Outro pelo Um, não olha para o pecado nos outros. Olha, exclusivamente para a Santidade ao seu redor. Está tão compenetrado no serviço à santidade que não tem tempo para apontar o pecado.

É assim o casal gay católico. Positivo. Faz campanha da Luz, do que é Santo, do que é agradável a Deus. Não critica, não julga, não pressiona, não exige que os outros sejam santos, apenas espera que os outros sintam a santa inveja dos que “se amam”. Inveja que se for santa fará com que se busque a mesma santidade. É a evangelização por osmose e não por decreto.

Estão livres em Cristo. E nada, nada poderá obstruir sua caminhada na direção e sentido do Supremo. A subida é íngreme mas um sustenta o outro, cantando. E Jesus no meio dos dois, e Jesus dentro do Dois que agora é Um. E Jesus com eles.

A vida sexual do casal gay católico é ativa e é sem culpa. Porque sabem que aqueles que julgam essa relação o fazem a partir de ensinamentos que receberam dos homens suscetíveis à incompreensão. E o casal GC não os culpa por isso. Não interessa atribuir culpa a ninguém. É um desperdício de tempo e de emoção. É um consumo de energia da qual não se podem privar porque deverão armazená-la para as necessidades espirituais de sua família, dos seus filhos e da família dos santos. E para o próprio bem estar de todos, inclusive daqueles que os atacam, estes consumidos que estão pela xenofobia, pelo terror do novo, do original, do inédito ainda que genuíno.

E o conhecimento do corpo de Um do Outro cresce continuamente. E a cada degrau sua alegria só faz aumentar, a cada dia seu prazer de estarem juntos aumenta sem solução de continuidade. Um conhecimento que cresce continuamente sem a menor expectativa de cessar. E guardam esse conhecimento, essa sabedoria com zelo porque seus herdeiros virão e herdarão esse conhecimento como herdarão o Reino de Deus.

A NOITE DE NÚPCIAS

21/04/2010

MAPA 2 – A SEXUALIDADE DOS CÔNJUGES GAYS

 

III

A NOITE DE NÚPCIAS

Eles não são apenas corpos humanos, não são só duas histórias de vida distintas que se encontram para trocar experiências, não são só dois indivíduos ou dois cidadãos, não são só dois desejos, dois sonhos, duas aspirações, duas fantasias. São infinitamente mais que isso. São duas almas que se encontraram para a fusão numa só. Dois para serem numa só alma. Duas almas para fazer nascer uma nova sem se perder das que eram e que continuarão sendo sempre duas. Um mistério de entendimento exclusivo. Só eles conhecerão.

Conceitos primitivos: Eros e Ágape.

Eros e Ágape duas formas de amor. Conceito politeista falso.

Se Ágape é Amor então: Ágape é criador. Eros é criatura. Eros é sensação. É atributo do corpo.

Sensação é informação concreta recebida no corpo.

Sentimento é a elaboração da sensação pela alma.

O Amor não é sentimento, é o Espírito de Deus que controla Eros através da alma do Um e do Outro. Eros é instrumento de linguagem. Instrumento de comunicação.

O Amor domina a alma que controla o cérebro que conduz Eros que informa o cérebro que submete a informação à alma dominada pelo Amor.

Eros informa o cérebro que sente e experimenta a informação que a alma lê e interpreta. O Amor conduz a pergunta e a resposta da alma.

Por quê essas colocações áridas antes de se espreitar o que seria a Noite de Núpcias de um casal gay católico?

Simplesmente porque ninguém, nem mesmo os casais heterossexuais católicos fazem sexo na frente de Deus. O tabu…

A rigor até fazem, mas não vêem Deus como Ele se apresenta no intercurso sexual, Visível. Cobrem-no com o véu do “sentimento de amor”. Esse é o pecado original… o pejo. Deus é esquecido no ato sexual, e no entanto Ele é quem conduz, coordena e instiga o ato sexual. O sexo santo nunca é entre duas pessoas. É sempre entre três pessoas. Os dois noivos e Deus. Ou então não é santo.

– Toma-me nos teus braços, meu amado. Conduz-me ao nosso leito nupcial e despe-me das minhas aparências. O Senhor é em mim para ti e eu O vejo através dos teus olhos que declaram que me amas. Sei que na verdade não és tu que me amas, sei que é o Criador em ti que projeta teu olhar, teus lábios, tua pele, teus músculos ao meu favor. Também eu sou criatura tomada pelo Criador que me move inteira ao teu favor. Sei que é Ele quem nos ama, porque só Ele ama, porque Ele é que é o Amor.

Só o Criador ama e só ama a criatura. A criatura não pode amar, ela só é amada. Amada pelo Senhor que está no Outro. Amada pelo Senhor que está em mim.

– É Ele quem aquece a tua pele e a faz tépida e generosamente agradável ao meu tato. É o Senhor em mim que sugere que tuas mãos deslizem sobre meu peito em direção à minha nuca, é Ele que conduz as minhas para afagar os teus cabelos e pedir que os teus lábios toquem os meus, porque Ele quer dizer-te que está em mim e quer que tu O vejas. Porque te ama e quer brindá-lo com a Sua glória.

– É Ele quem cola o teu corpo no meu. Teu corpo inteiro, simultâneamente teso e relaxado. Teus lábios umedecem do fluído divino que a um tempo aquece e refresca o mamilo junto do meu coração, que acelera de alegria, a alegria que diz aos teus lábios, capazes de ler o que Ele escreve, para que também tu sintas a mesma alegria na tua alma.

– É Ele quem nos leva a rolar no leito, numa espiral ascendente, no Seu propósito de nos fundir um no outro. Eu me abandono antes a Ele do que a ti, meu amado. E tu, do mesmo modo, e eu exulto em ver-te abandonado a Deus. E exulto comigo também, por me ver em completo abandono Naquele que Tudo criou. Aquele que tem todo o Poder, toda a Vida. Poder e Vida que derrama sobre nós, para nós dois.

– Leio o teu corpo, teus movimentos em cada pormenor. Cada poro, cada fio de cabelo, cada pelo. Leio com todo o meu corpo o que Ele escreve no teu corpo. Sem pejo conheço a linguagem do teu sexo que elabora o discurso poético do Senhor. Sim, teu sexo, tua genitália fala, canta para mim e eu ouço o Cântico dos Cânticos. Também em mim a música é divina. Nossos corpos são instrumentos musicais regidos por quem inventou a Música, a melodia é do Céu. E ouça, meu amado! Agora Ele convoca os Anjos para o Seu coro entoar a Sua Canção. Assim, dançamos nas nuvens, nos sóis, nas estrêlas, nas brisas das manhãs, nos luares de verão, nas marés das praias virgens, por tempo indefinido, por horas como segundos e instantes como eternidades. Instantes eternos. Um após o outro e cada vez mais perto um instante do outro.

– E o Senhor entre nós… Ele… no trono da letícia.

– Estremecemos de prazer, porque nada dá mais prazer do que ver o céu abrir-se para passar a Sua Luz. Porque é chegada a hora, é chegado o momento mais sublime do nosso Encontro. Já começo a sentir que tu, meu amado, despreende-se de ti, como eu me despreendo de mim, porque estamos prestes a alcançar a graça de ver revelada e tocar a nova criatura que Ele prometeu criar. Estamos em tempo de sermos não mais apenas dois, mas Dois em Um.

– A vertigem de levantar vôo, nossas almas desprendidas dos nossos corpos, enlaçadas, coladas uma na outra, rodopiando em aceleração crescente, e num único impacto sem volta começam a interpenetrar-se. Penetram-se uma na outra até que uma se confunde com a outra. Até que as duas se tornam uma única.

– E eu te vejo dentro de mim e tu me vês dentro de ti. E loucura… Eu me vejo com os teus olhos e tu te vês com os meus. E ainda maior delírio, eu te vejo com os teus olhos e tu me vês com os meus. E já não sabemos quem é um e quem é o outro, ao mesmo tempo em que nossos mistérios se evaporam. Mas sabemos que somos Um e um novo mistério.

– E Ele, o Senhor resplandece sobre o nosso leito enquanto nos abandonamos ao Um que agora somos.

– E como se nada fôssemos, desmaiamos no nosso abraço sem nos perguntarmos do amanhã.

PRIMEIROS TOQUES

18/04/2010

MAPA 2 – A SEXUALIDADE DOS CÔNJUGES GAYS

A APROXIMAÇÃO

II

Então, ali estão dois gays católicos e entre eles Deus. O Amor.

O Amor pode estar entre dois gays sem que estes sejam um para ou outro. Basta que estejam um com outro em nome de Jesus. Como nós aqui neste blog.

Mas a Presença de Deus quando um é para o outro tem um tom diferente. Eles caminham ao encontro de um terceiro humano aparentemente invisível. O casal gay católico. O Dois em Um.

A visibilidade de Deus entre eles vai-se definindo à medida em que atravessam as fases mencionadas num post anterior. A corte, o namoro, o noivado e o casamento.

Ao primeiro olhar, o Primeiro Toque, segue o nascimento de um sentimento de pertença entre eles. A Presença os agita com o claro propósito de amalgamar as duas vidas. E porque essa Presença é divina, e porque o divino é incontrolavelmente atraente, os dois nada mais desejam que permanecer Nela.

E se contornam o Um em torno do Outro para certificar que o acontecimento é verdadeiro. Que o milagre é legítimo. E para ter a certeza de que é real, provocam o Segundo Toque. Os corpos físicos se resvalam e arrastam juntos seus espíritos, suas almas que também se tocam. A descarga elétrica é de tal ordem que o céu se abre e esparrama luz sobre e ao redor deles. E o sentido da vida se transforma. E atravessam a fronteira que separa a Solidão do Encontro. E o sentimento de que não há nada a fazer a não ser entregar-se a esse Encontro, que resistir é voltar para o tédio do país da Solidão, e, que o país desse Encontro é uma aventura de inestimável alegria e prazer pleno, uma escolha entre o bom e o ruim; o par não vacila e decide enfrentar o Mistério desse país. Conhecer Esse Mistério!

E Deus entre eles.

Apaixonados iniciam a exploração desse território, exploração chamada namoro. Um território onde Segundos Toques acontecem sucessivamente, cada vez mais intensos e próximos, cada vez mais profundos, prazerosos, ternos e felizes. E em cada Segundo Toque a sensação de vertigem envolve os dois mais e mais, e a força da natureza das almas os leva ao abraço e o abraço revela uma vista inédita do País do Encontro, quente, macia, doce, terna e lânguida.

E Deus envolvendo-os.

No abraço, os rostos se tocam. O rosto, um muito do que se é, uma identidade. Os dois muitos se tocam. Duas identidades se tocam. Face na face. E Deus ali, Presente.

No Encontro em Cristo, no Toque em Cristo, no Abraço em Cristo. Face a face em Cristo. Em Deus, no Amor, envolvidos pela Presença. Vendo a Deus o Um no Outro e o Outro no Um. Deus alí. Porque o Amor é Deus. Porque Deus é Amor. O Espírito visível do Senhor.

A escandalosa Presença de Deus no encontro dos lábios. Deus no Beijo. O Beijo em Cristo. Duas identidades unidas no Amor e pelo Amor. O que nega tal Encontro, nega portanto a Deus.

Quaisquer católicos que se olham, ou que se tocam, ou que se abraçam, ou que se beijam não pode nunca agir sem Cristo.

O namoro chega à nova fronteira do novo e desconhecido país vizinho, o país do Matrimônio. Do país do Namoro, o par já pode vislumbrar a esplêndida paisagem do outro lado da fronteira. Uma fronteira abismal. Atravessá-la é avançar na direção do Mistério sem volta. Há uma ponte para a travessia. Concluída a travessia, a ponte desmorona. A tomada de decisão é irreversível. Uma exigência do Amor, porque do outro lado, a visão da Beleza é delirante e se um dos amantes negar, recusar a Presença do Amor após a travessia, será lançado na periferia do Mistério, onde a Confusão é tirana, e o amante poderá enlouquecer. A decisão é grave.

O Um perscruta a face do Outro e o Outro a face do Um. E Deus escuta. E o Um e o Outro, na insegurança natural da grave decisão, pedem para a Presença um sinal que lhes confirme continuar ou desistir antes da travessia. Porque o par gay católico sabe, tem plena consciência de que não haverá possibilidade de retorno caso decidam atravessar a ponte. E Deus na Sua magnífica generosidade deixa-os por um instante a sós para que decidam se querem ser Dois em Um.

No momento desse recuo de Deus, que será breve se a decisão for de atravessar, ou longa se a decisão for de não atravessar, a Sabedoria ensina que o par estará sujeito às inevitáveis investidas do Mal que os quer de volta ao país da Solidão, onde até terão nova chance mas já não mais serão um par este Um e este Outro. A Sabedoria sugere ao par então, que a tomada de decisão seja feita sem a influência do Mal. Por isso o par, para decidir livre da influência do Mal deverá agir de modo único. Ambos assumirão o Jejum, a Penitência e a Oração. É o noivado, a ponte é o noivado. Ao termino do que os Anjos os servirão com a decisão mais acertada que será tomada pouco antes de tocar o outro lado.

Se recuarem, voltarão às suas vidas de antes do Encontro e permanecerão à espera na memória do Amor agora conhecido, de que o Amor os incorpore novamente para nova tentativa. Se avançarem, se terminarem o noivado terminando de atravessar a ponte, tocarão o solo do país do Matrimônio.

E decidiram atravessar. Então, o Senhor retorna e agora com mais visibilidade ainda. O Amor reassume seu propósito e sua promessa. Lá, antes da consumação da fusão dos dois em Um, aguarda-os uma celebração, sempre na Presença de Deus. A cerimônia de casamento. Necessária, imprescindível porque é a um só tempo a despedida definitiva do país da Solidão, uma vitória, e, é também a recepção para a chegada do novo ser, o Dois em Um, a partida para a continuação da aventura do conhecimento do Mistério, que acontece na… Noite de Núpcias.


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