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PREMIO NOBEL 2010 Mario Vargas Llosa e a Homofobia

08/04/2012

Não serei eu quem irá apresentar Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010. Pesquisem, descubram quem é.

Ele escreveu um artigo no jornal espanhol El País, “La caza del gay”. Não se pode traduzir esse artigo, tem que ser lido atentamente em espanhol com a ajuda do que for necessário, mas sempre sem largar o original. O link para a íntegra é este:

http://elpais.com/elpais/2012/04/04/opinion/1333540547_113226.html

Entre tantas coisas que ele diz e que nos fazem chorar, bem poderiam ter sido ditas pelo nosso Chico Buarque de Hollanda. Mas o nosso Chico demora em dizer…

“Lo más fácil y lo más hipócrita en este asunto es atribuir la muerte de Daniel Zamudio sólo a cuatro bellacos pobres diablos que se llaman neonazis sin probablemente saber siquiera qué es ni qué fue el nazismo. Ellos no son más que la avanzadilla más cruda y repelente de una cultura de antigua tradición que presenta al gay y a la lesbiana como enfermos o depravados que deben ser tenidos a una distancia preventiva de los seres normales porque corrompen al cuerpo social sano y lo inducen a pecar y a desintegrarse moral y físicamente en prácticas perversas y nefandas.

Esta idea del homosexualismo se enseña en las escuelas, se contagia en el seno de las familias, se predica en los púlpitos, se difunde en los medios de comunicación, aparece en los discursos de políticos, en los programas de radio y televisión y en las comedias teatrales donde el marica y la tortillera son siempre personajes grotescos, anómalos, ridículos y peligrosos, merecedores del desprecio y el rechazo de los seres decentes, normales y corrientes. El gay es, siempre, “el otro”, el que nos niega, asusta y fascina al mismo tiempo, como la mirada de la cobra mortífera al pajarillo inocente.”

“… los crímenes derivados de la homofobia que se hacen públicos son seguramente sólo una mínima parte de los que en verdad se cometen. Y, en muchos casos, las propias familias de las víctimas prefieren echar un velo de silencio sobre ellos, para evitar el deshonor y la vergüenza.”

“Liberar a América Latina de esa tara inveterada que son el machismo y la homofobia —las dos caras de una misma moneda— será largo, difícil y probablemente el camino hacia esa liberación quedará regado de muchas otras víctimas semejantes al desdichado Daniel Zamudio. El asunto no es político, sino religioso y cultural. Fuimos educados desde tiempos inmemoriales en la peregrina idea de que hay una ortodoxia sexual de la que sólo se apartan los pervertidos y los locos y enfermos, y hemos venido transmitiendo ese disparate aberrante a nuestros hijos, nietos y bisnietos, ayudados por los dogmas de la religión y los códigos morales y costumbres entronizados. Tenemos miedo al sexo y nos cuesta aceptar que en ese incierto dominio hay opciones diversas y variantes que deben ser aceptadas como manifestaciones de la rica diversidad humana. Y que en este aspecto de la condición de hombres y mujeres también la libertad debe reinar, permitiendo que, en la vida sexual, cada cual elija su conducta y vocación sin otra limitación que el respeto y la aquiescencia del prójimo.”

“Se ha avanzado mucho en la lucha contra el racismo, sin duda, aunque sin extirparlo del todo. Hoy, por lo menos, se sabe que no se debe discriminar al negro, al amarillo, al judío, al cholo, al indio, y, en todo caso, que es de muy mal gusto proclamarse racista.

No hay tal cosa aún cuando se trata de gays, lesbianas y transexuales, a ellos se los puede despreciar y maltratar impunemente. Ellos son la demostración más elocuente de lo lejos que está todavía buena parte del mundo de la verdadera civilización.”

Diga Chico.

QUERO SABER COMO É…

29/03/2012

Legendado em português. Ative a legenda se não carregar automaticamente.

 

OBAMA É QUE É O CARA!

10/06/2011

 

 

October 14, 2010|By the CNN Wire Staff 

Obama: Homossexualidade não é escolha

(CNN) – O presidente Obama disse hoje que acredita que a homossexualidade não é uma escolha, mas o resultado de pessoas nascidas com “uma certa composição.”

Seu comentário foi feito durante um evento informal – organizado pela BET Networks da Viacom, CMT e MTV – em que os estudantes fizeram-lhe perguntas.

Perguntado diretamente se pessoas escolhem ser gays ou transgêneros, ou se nascem assim, Obama disse que não era um especialista, e acrescentou em seguida: “Não acho que é uma escolha. Penso que pessoas nascem com uma certa composição”

“Somos todos crianças de Deus,” disse Obama. “Nós não determinamos a quem amar. Por isso acho que discriminação com base em orientação sexual é errado.”

É provável que a posição do Presidente tenha irritado alguns grupos cristãos conservadores que defendem que é pecado e que consequentemente implica em escolha. [Mas nada provam cientificamente…]

http://articles.cnn.com/2010-10-14/politics/obama.homosexuality_1_homosexuality-transgender-people-choice?_s=PM:POLITICS

 

O Gay Católico observa que apesar de declarar não ser um especialista, seguramente Barack Obama tem a melhor assessoria técnica e científica do planeta. Veja em links agregados à carta aberta que o Gay Católico dirigiu à Presidenta Dilma Roussef, a explanação que o Dr. Jerome Goldstein fez no 21º Congresso da Sociedade Européia de Neurobiologia que ocorreu entre 28 e 31 de maio último.

https://gaycatolico.wordpress.com/2011/06/08/presidenta-dilma-roussef/

PRESIDENTA DILMA ROUSSEF

08/06/2011

 

Exma Sra.

Dilma Roussef, Presidenta da República Federativa do Brasil.

 

Entre 28 e 31 de maio último aconteceu em Lisboa o 21º Congresso da Sociedade Européia de Neurobiologia (ENS). Nele o Dr. Jerome Goldstein, diretor do San Francisco Clinical Research Center (EUA) enfatizou que “A orientação sexual NÃO É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA, é principalmente questão neurobiológica pré natal. Existem vínculos inegáveis. Nós queremos torná-los visíveis”.

 

http://www.medicalnewstoday.com/releases/226963.php

 

Ele mencionou a pesquisa sueca da neurocientista Ivanka Savic, do Instituto Karolinska de Estocolmo e os vários estudos com gêmeos, que aliás comentei aqui  há algum tempo; tanto o trabalho sueco como o anglo-sueco da Queen Mary University of London, ambos de 2008.

 

http://www.pnas.org/content/105/27/9403.abstract?sid=319b7033-3b4e-48bc-a3db-e8dba26b1260 

http://www.qmul.ac.uk/qmul/news/newsrelease.php?news_id=1075 

 

 
E veja V. Excia que ele acrescenta: “Temos de continuar a apresentar dados que mostram as diferenças ou semelhanças entre os cérebros dos homossexuais, heterossexuais, bissexuais e pessoas trans sexo. É evidente que a base da orientação sexual está no cérebro e suas diferenças na estrutura e função cerebral, e compete à área da Neurologia”

 

O Dr. Goldstein acrescentou mais… “A neurociência tem muito a oferecer para a compreensão das origens de todas as variações da orientação sexual. A neurobiologia da orientação sexual e do cérebro gay, combinados com outros estudos hormonais, genéticos e estruturais, tem conseqüências de longo alcance para além da orientação sexual. Variadas abordagens já estão surgindo como resultado do reconhecimento das diferenças de orientação sexual e do advento da medicina de gênero específico.”

 

Repare Sra. Presidenta que ele fala em “medicina de gênero específico”. É fantástico e revolucionário.

 

É a última, mais avançada, abalizada e confiável assertiva de que a homossexualidade NÃO É OPÇÃO, é inata. Incontestável.

 

Não é doença, não é opção, é CARACTERÍSTICA INATA.

 

Na certeza de que V. Excia considerará a ciência como parâmetro para as afirmações presidenciais.

 

E pela soberania do Estado Laico.

 

 

QUANDO DEUS ILUMINA O HOMEM

16/03/2011

ILUMINADO POR DEUS

 PADRE LUÍS CORRÊA LIMA – UM JESUÍTA DA MELHOR CEPA

 

Diversidade sexual e Igreja, um diálogo possível. Entrevista especial com Luís Corrêa Lima

Ao analisar a forma como a Igreja aborda temas como a diversidade sexual, o padre jesuíta Luís Corrêa Lima disse, na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, que “nós só podemos saber o que a Palavra de Deus significa para nós hoje, e que implicações ela tem, com um suficiente conhecimento da realidade atual, que inclui a visibilização da população LGBT”. Ele relembra uma carta do Vaticano aos bispos, do ano de 1986, mencionando que “nenhum ser humano é mero homossexual ou heterossexual. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna”.

O pesquisador destaca, ainda, uma declaração do PapaBento XVI, dizendo que “o cristianismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva”. Segundo ele, o Papa acrescentou “que é muito importante evidenciarmos isso novamente, porque essa consciência hoje quase desapareceu completamente. É muito bom que um Papa tenha reconhecido isto. Há no cristianismo uma tradição multissecular de insistência na proibição, no pecado, na culpa, na condenação e no medo”.

Corrêa Lima frisa que não cabe “encaminhar os gays a terapias de reversão ou a ‘orações de cura’, que frequentemente são formas escamoteadas de exorcismo. No diálogo ecumênico e inter-religioso da Igreja, recomenda-se conhecer o outro como ele quer ser conhecido, e estimá-lo como ele quer ser estimado. O conhecimento e a estima recíprocos são também o melhor caminho para o diálogo entre a Igreja e o mundo gay”.

E completa: “O grande desafio da diversidade sexual é fazer-se compreender pela sociedade, não como uma ameaça, mas como uma pluralidade existente na condição humana que enriquece o mundo. No fundo, as pessoas querem ser elas mesmas, reconhecidas e aceitas pelos outros”.

Formado em Administração, Filosofia e Teologia, Luís Corrêa Lima também é mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio, onde é professor desde 2004, e doutor em História pela Universidade de Brasília – UnB. É autor de Teologia de Mercado uma visão da economia mundial no tempo em que os economistas eram teólogos (Bauru: EDUSC, 2001).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual é a importância de a Igreja abordar temas como a diversidade sexual, nos dias de hoje?

Luís Corrêa Lima – A diversidade sexual é um dado da realidade. No passado, gays, lésbicas e bissexuais viviam no anonimato ou à margem da sociedade. Escondiam-se em uniões heterossexuais e, quando muito, formavam guetos. Hoje, tornam-se visíveis, fazem imensas paradas, junto com travestis e transexuais, exigem respeito e reconhecimento, e reivindicam direitos.

Para a Igreja, a lei de toda a evangelização é pregar a Palavra de Deus de maneira adaptada à realidade dos povos, como lembra o Concílio Vaticano II (Gaudium et Spes, nº 44). Deve haver um intercâmbio vivo e permanente entre a Igreja e as diversas culturas dos diferentes povos. Para viabilizar este intercâmbio – sobretudo hoje, em que tudo muda tão rapidamente, e os modos de pensar variam tanto – ela necessita da ajuda dos que conhecem bem a realidade atual, sejam eles crentes ou não. O laicato, a hierarquia e os teólogos, prossegue o Concílio, precisam saber ouvir e interpretar as várias linguagens ou sinais do nosso tempo, para avaliá-las adequadamente à luz da Palavra de Deus, de modo que a Revelação divina seja melhor compreendida e apresentada de um modo conveniente.

A correta evangelização, portanto, é uma estrada de duas mãos, do intercâmbio entre a Igreja e as culturas contemporâneas. Nós só podemos saber o que a Palavra de Deus significa para nós hoje, e que implicações ela tem, com um suficiente conhecimento da realidade atual, que inclui a visibilização da população LGBT.

IHU On-Line – Que elementos de discussão a diversidade sexual propõe para setores da sociedade como a família, a igreja e a escola? Quais são os desafios no que se refere à cidadania?

Luís Corrêa Lima – Por muitos séculos, o homoerotismo foi visto no Ocidente como um pecado nefando (que não deve nem ser nomeado) e como um crime gravíssimo que atrai o castigo divino para a sociedade. Igreja e Estado estiveram unidos. Tribunais eclesiásticos julgavam os acusados de “sodomia”, e os culpados eram entregues ao poder civil para serem punidos. Em casos extremos, a punição chegava à pena de morte.

O homoerotismo foi descriminalizado, e a condição homossexual foi despatologizada. Desde o final do século XX, esta condição não é mais considerada doença. Atualmente o Conselho Federal de Psicologia proíbe as terapias de reversão. Ou seja, algumas pessoas são homossexuais e o serão por toda vida. Elas estão em toda parte. Quem não é gay, tem parentes próximos ou distantes que são, bem como vizinhos ou colegas de trabalho que também são, manifesta ou veladamente. Eles compõem a sociedade, visibilizam-se cada vez mais e não aceitam mais serem tratados como doentes ou criaturas abomináveis. Querem ser cidadãos plenos, com os mesmos direitos e deveres dos demais.

IHU On-Line – O que a fé cristã, na sua opinião, tem a dizer sobre a diversidade sexual?

Luís Corrêa Lima – O mais importante é algo que foi dito numa carta do Vaticano aos bispos, em 1986: nenhum ser humano é mero homossexual ou heterossexual. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna. E acrescenta que toda violência física ou verbal contra é deplorável, merecendo a condenação dos pastores da Igreja onde quer que se verifiquem. A oposição doutrinária que possa haver às práticas homoeróticas não elimina esta dignidade fundamental do ser humano. Deus criou a todos. O Cristo veio para todos e oferece o seu jugo leve e o seu fardo suave. Cabe a nós, com fidelidade criativa, conhecermos e darmos a conhecer estes dons divinos.

IHU On-Line – Como a Igreja, a partir da fé e das ciências, pode dialogar com a diversidade sexual?

Luís Corrêa Lima – Certa vez o PapaBentoXVI afirmou que o cristianismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva. E acrescentou que é muito importante evidenciarmos isso novamente, porque essa consciência hoje quase desapareceu completamente. É muito bom que um Papa tenha reconhecido isto. Há no cristianismo uma tradição multissecular de insistência na proibição, no pecado, na culpa, na condenação e no medo. O historiador Jean Delumeau fala de uma “pastoral do medo”, que com veemência culpabiliza e a ameaça de condenação para obter a conversão. Isto não se deu somente no passado distante. Também no presente, alguns interpretam a doutrina da maneira mais restritiva e condenatória possíveis, com obsessão pelo pecado, sobretudo ligado a sexo.

Sem a obsessão pelo pecado, o caminho do diálogo se abre. É preciso também respeitar a autonomia das ciências e da sociedade, como determina o Concílio. Não cabe hoje encaminhar os gays a terapias de reversão ou a “orações de cura”, que frequentemente são formas escamoteadas de exorcismo. No diálogo ecumênico e inter-religioso da Igreja, recomenda-se conhecer o outro como ele quer ser conhecido, e estimá-lo como ele quer ser estimado. O conhecimento e a estima recíprocos são também o melhor caminho para o diálogo entre a Igreja e o mundo gay.

IHU On-Line – A Igreja, no Brasil, tem, por meio de publicações, cursos, seminários, proposto o diálogo sobre a diversidade sexual. O que isso significa? Há aí um interesse legítimo dos diversos membros da Igreja, ou esta é uma necessidade da Igreja de se inserir em um novo contexto contemporâneo, em que gays e lésbicas ganham mais espaço? Como interpreta a posição da Igreja nesse contexto?

Luís Corrêa Lima – Constata-se que há no Brasil várias publicações, e de qualidade, sobre diversidade sexual feitas por religiosos ou por editoras católicas. Também há cursos e mesas redondas. Pode-se notar que o interesse é crescente, afinal o contexto da sociedade é inevitável. Em vários ambientes católicos, sejam paróquias, escolas ou centros de pastoral, pode-se tratar do assunto com liberdade. De um modo geral, as eventuais resistências não são barreiras intransponíveis.

IHU On-Line – Os homossexuais já conquistaram o direito de manterem uma união estável no Brasil. Como avalia a luta pela cidadania religiosa no Brasil?

Luís Corrêa Lima – Na verdade, há decisões judiciais que favorecem os conviventes homoafetivos, bem como normas de instituições públicas e privadas no mesmo sentido. Casais homossexuais podem obter em cartório um documento declaratório de convivência homoafetiva. Recentemente o Imposto de Renda e os planos de saúde contemplam estes casais com os mesmos direitos dos casais heterossexuais em união estável. Sobre a cidadania religiosa, nos ambientes religiosos católicos, de um modo geral, muitos gays estão presentes mas não manifestam a sua condição para evitar discriminação. É algo semelhante à escola e ao mundo do trabalho.

IHU On-Line – O que podemos entender por diversidade sexual? Quais os principais desafios da diversidade sexual?

Luís Corrêa Lima – A visibilização dos homossexuais, e a sua organização como movimento social, já usou diversas siglas: Gay (termo anterior a homossexual, que evoca alegria e autoestima), MHB (Movimento Homossexual Brasileiro), HSH (Homens que fazem sexo com homens – sigla ainda utilizada em saúde pública), GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes – sigla adotada pelo mercado) e LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a mais recente. Há tendências de se acrescentar o ‘I’, de intersexual, para os hermafroditas. O termo diversidade sexual é uma maneira de englobar esta crescente pluralidade, embora com imprecisão.

O grande desafio da diversidade sexual é fazer-se compreender pela sociedade, não como uma ameaça, mas como uma pluralidade existente na condição humana que enriquece o mundo. No fundo, as pessoas querem ser elas mesmas, reconhecidas e aceitas pelos outros.

IHU On-Line – Como o senhor avalia o posicionamento da Igreja em relação à diversidade sexual na sociedade contemporânea?

Luís Corrêa Lima – A Igreja, antes de tudo, está alicerçada na milenar tradição judaico-cristã, ao mesmo tempo em que está presente em diversas partes do mundo, interagindo com a cultura ocidental moderna e com culturas não ocidentais. No judaísmo antigo, acreditava-se que o homem e a mulher foram criados um para o outro, para se unirem e procriarem. O homoerotismo era considerado uma abominação. Israel devia se distinguir das outras nações de várias maneiras, inclusive pela proibição do homoerotismo. A Igreja herdou esta visão antropológica com sua interdição.

Alguns conteúdos doutrinais mudam ao longo dos séculos, como é o caso da legitimidade da escravidão e da proibição do empréstimo a juros. Isto mostra que eles não comprometem o núcleo da fé. Outros conteúdos também podem mudar, mas não há como prever. De qualquer maneira, a consciência individual tem um peso decisivo em questões complexas como esta. Este papel não deve ser omitido ou subestimado. O Concílio reconheceu o direito de a pessoa agir segundo a norma reta da sua consciência, e o dever de não agir contra ela. Nela está o “sacrário da pessoa”, onde Deus está presente e se manifesta. A fidelidade à consciência une os cristãos e os outros homens no dever de buscar a verdade, e de nela resolver os problemas morais que surgem na vida individual e social (Gaudium et Spes, nº 16). Nenhuma palavra externa substitui o juízo e a reflexão da própria consciência.

IHU On-Line – Entre os evangélicos também há discordância em relação à homossexualidade. Entretanto, qual sua opinião sobre a Igreja Cristã Contemporânea, coordenada pelo casal de pastores homossexuais Fábio Inácio de Souza e Marcos Gladstone?

Luís Corrêa Lima – Entre os evangélicos, a oposição à homossexualidade em geral é mais intensa, com práticas frequentes de exorcismo para expulsar o demônio que supostamente toma conta da pessoa. Os que continuam a cometer atos homossexuais são muitas vezes expulsos de suas igrejas, ou sofrem um assédio moral devastador que os faz sair. Como o mundo protestante é fragmentado em diversas denominações, gays evangélicos fundaram igrejas inclusivas para acolherem crentes repelidos por suas igrejas de origem.

As igrejas inclusivas nasceram nos Estados Unidos, na ampla constelação do movimento gay. A Igreja Cristã Contemporânea é um rebento brasileiro com notável difusão no Rio de Janeiro. Os pastores Fábio e Marcos protagonizaram o primeiro casamento público entre dois pastores gays, com grande repercussão na mídia, muita simpatia da militância LGBT e forte execração dos evangélicos tradicionais.

IHU On-Line – Quais são, no seu entendimento, as razões que dificultam o consentimento das religiões aos homossexuais?

Luís Corrêa Lima – As grandes religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo – enraízam-se em tradições milenares consignadas em textos sagrados antigos, situados em horizontes socioculturais bem diferentes do nosso. Estas religiões se vincularam a uma suposta heterossexualidade universal, expressa no imperativo “crescei-vos e multiplicai-vos’” do livro de Gênesis. Por outro lado, há religiões de matrizes africanas que aceitam os gays. Na verdade, a heterossexualidade não é universal, nem na espécie humana, nem entre os animais. No mundo animal, já se conhecem atualmente mais de 450 espécies com indivíduos homossexuais.

Certa vez um rabino disse que a tradição não é um bastão de uma corrida de revezamento. O bastão é sempre mesmo, passando de mão em mão. A imagem correta da tradição é uma casa em que vivem sucessivas gerações. Cada uma delas pode dar o seu toque peculiar e até fazer reformas internas. Mas a casa é sempre reconhecível por quem passa na rua. Assim é a tradição: um legado vivo, constantemente enriquecido para ser fiel a si mesmo. O teólogo Yvez Congar afirmou que a única maneira de se dizer a mesma em um contexto que mudou, é dizê-la de modo diferente. A mensagem cristã precisa se reinventar sempre se quiser ser Boa Nova.

IHU On-Line – As uniões homoafetivas representam uma ameaça à tradição?

Luís Corrêa Lima – Não, pelo contrário. A união entre o homem e a mulher conserva seu valor e função social, e permanece como sinal bíblico do amor entre o Senhor e o seu povo eleito, e do amor entre Cristo e a Igreja. As uniões homoafetivas não ameaçam as uniões heterossexuais, pois estes não são gays enrustidos prestes a debandarem diante da possibilidade de união homossexual. E nem os gays têm obrigação de se “curarem” e de se casarem com pessoas de outro sexo. Até porque, para o direito eclesiástico, este casamento é nulo. Uniões gays e uniões heterossexuais são de naturezas distintas e não concorrem entre si.

Um documento do Vaticano de 2003, sobre o reconhecimento civil da união entre pessoas do mesmo sexo, fez severa oposição à equiparação ou equivalência desta forma de união àquela entre homem e mulher. No entanto, ele afirma que, mesmo assim, podem-se reconhecer direitos decorrentes da convivência homossexual. Este é um passo muito importante. Se não houver nenhum reconhecimento social ou proteção legal às uniões gays, o preconceito homofóbico difuso na sociedade vai pressionar os gays a contraírem uniões heterossexuais. O que já acontece há séculos continuará acontecendo. É lastimável, pois isto traz enorme sofrimento a muitas pessoas.

IHU On-Line – O que deve fazer parte de uma reflexão moral sobre o amor homossexual?

Luís Corrêa Lima – Antes de tudo, a vocação fundamental do ser humano é amar e ser amado. O amor é a plenitude da lei e da vida em Cristo. E o próprio Cristo ensina que a lei foi feita para o homem, e não o homem para a lei. Para a reflexão moral, convém escutar a Palavra de Deus e buscar uma teologia que supere a leitura ao pé da letra; e que leve em conta a Tradição, o ensinamento da Igreja, os sinais dos tempos e os saberes seculares.

A moral não deve se limitar ao ideal, mas deve estar atenta ao possível, à situação em que cada um se encontra e aos passos que pode dar. O papa tratou recentemente do uso da camisinha, e afirmou que em algumas circunstâncias ele representa o primeiro passo para uma humanização da sexualidade. É preciso buscar sempre os caminhos de humanização.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?

Luís Corrêa Lima – Sim. Jesus afirmou que há eunucos de nascença, eunucos feitos pelos homens e eunucos que assim se fizeram pelo Reino dos Céus (Mt 19,12). Esta frase, um tanto estranha, tem um sentido literal e um sentido não literal. No caso de eunucos feitos pelos homens, trata-se de castração. No caso de eunucos pelo Reino dos Céus, trata-se do próprio Jesus e dos que renunciaram ao casamento para se dedicarem inteiramente à obra de Deus. Não há propriamente castração. E quem são os “eunucos de nascença”? Para os primeiros leitores do Evangelho, talvez fossem pessoas com um defeito físico que impossibilita o casamento. Mas para nós, hoje, é indispensável considerar aqueles que por natureza, em razão de sua libido, não se destinam ao casamento tradicional. São os gays. Eles têm seu lugar no plano divino. E também devem tê-lo na sociedade e na Igreja.

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=40699

A REVOLUÇÃO CATÓLICA DE OLHO NO FUTURO

09/02/2011

140 teólogos católicos alemães, austríacos e suíços pedem aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo

 
France Presse

BERLIM, 4 Fev 2011 (AFP) -Mais de 140 teólogos católicos alemães, austríacos e suíços pediram reformas na Igreja Católica que, entre outras coisas, permitam o casamento dos padres, informa o jornal alemão Süddeutsche Zeitung.
No documento, que tem como título “Igreja 2011: a imprescindível renovação”, aberto para consultas no site do jornal, os 143 teólogos, em sua maioria professores de universidades de língua germânica, também pedem ao Vaticano que autorize a entrada de mulheres na vida sacerdotal e aceite os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

O Papa Bento XVI tem viagem programada à Alemanha, seu país natal, em setembro.
Antes de se tornar Sumo Pontífice, Bento XVI, então apenas o téologo alemão Joseph Ratzinger, examinou a possibilidade de autorização do casamento dos padres, informou em 27 de janeiro o Süddeutsche Zeitung.
Ratzinger integrou um grupo de nove teólogos alemães que apresentou um memorando em fevereiro de 1970 aos bispos da Alemanha para pedir uma análise da necessidade do celibato obrigatório dos padres, segundo o jornal.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/02/teologos-catolicos-pedem-permissao-de-casamento-para-os-padres.html

http://www.sueddeutsche.de/politik/memorandum-der-theologen-kirche-ein-notwendiger-aufbruch-1.1055197

O trecho no original alemão:

4. Gewissensfreiheit: Der Respekt vor dem individuellen Gewissen bedeutet, Vertrauen in die Entscheidungs- und Verantwortungsfähigkeit der Menschen zu setzen. Diese Fähigkeit zu unterstützen, ist auch Aufgabe der Kirche; sie darf aber nicht in Bevormundung umschlagen. Damit ernst zu machen, betrifft besonders den Bereich persönlicher Lebensentscheidungen und individueller Lebensformen. Die kirchliche Hochschätzung der Ehe und der ehelosen Lebensform steht außer Frage. Aber sie gebietet nicht, Menschen auszuschließen, die Liebe, Treue und gegenseitige Sorge in einer gleichgeschlechtlichen Partnerschaft oder als wiederverheiratete Geschiedene verantwortlich leben.

PORQUE A BÍBLIA ME DIZ ASSIM

26/01/2011

E pur si muove!

10/09/2010

 

 
 
Londres

 

 

 

“Eu procurei uma missa com uma mensagem positiva sobre coisas que as pessoas devem fazer, e não alguém me dizendo coisas que eu não devo” – Paul Brown

Entenda…

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/09/10/igreja-catolica-no-centro-de-londres-lanca-missa-para-gays-917599451.asp  

Às vésperas da visita de Bento 16, prevista para acontecer entre 16 e 19 de setembro.

OS MELHORES MINUTOS DO SHOW DE ONTEM, 15/07/2010, NO SENADO ARGENTINO!

16/07/2010

Senhoooooras e senhores… E com vocêêêês…. A deles… a sua… a minha… a nossa!

NOOOOOOOOOOOOOOOORRRRRMMAAAAAA  MO… RAN…DIIIIIIIINNIIII…

EXPORTAÇÃO DA HOMOFOBIA OCIDENTAL

06/07/2010

Colaboração enviada por Walter Silva da comunidade orkutiana “Eu Apoio o Casamento Gay”, a quem muito agradecemos. Com este, o Gay Católico se abre a todo trabalho intelectual sério que contribue para aprofundar o conhecimento da realidade gay católica. 

 

Exportação da homofobia ocidental

Em diversos locais do mundo oriental(do oriente médio ao extremo oriente)não raro encontramos afirmações de líderes políticos e religiosos sustentando a pretensão de que em sua cultura originalmente não existiam homossexuais,e que esta prática foi ”importada” do ocidente junto com seus valores morais decadentes.
Um exemplo relativamente recente dessa crença está no pronunciamento do presidente do Irã,Mahmoud Ahmadinejad,em 2007 na universidade de Colúmbia,declarando que em seu pais ”não existiam homossexuais”;neste artigo procuraremos demonstrar brevemente e sem maiores pretensões o equívoco de tais
indivíduos e o apelo contundente de gays e lésbicas por resgatar sua memória das brumas do passado, encoberto e destruído por heterossexuais homofóbicos.
Para início de conversa inúmeros pesquisadores e historiadores de diferentes áreas do conhecimento em diversos países do oriente têm escritos livros revolucionários
denunciando que a homofobia é uma importação ocidental,enquanto que a prática da homossexualidade dentro de suas respectivas culturas sempre foi tolerada e respeitada antes do contato com civilizações cristãs.
O livro ”políticas sexuais no Irã moderno” da ativista Janet Afary Tece uma análise histórica dos papéis de gênero e da sexualidade no Irã desde a era pré moderna até os dias atuais.Baseando-se em textos antigos,que são esmiuçados,Janet faz um retrato das relações de mesmo sexo em que a homossexualidade surge como um padrão social de estatus nas sociedades iranianas,onde um homem mais velho busca um amante jovem,o ”amrad”.
Neste período as relações homoeróticas entre dois machos no Irã estavam vinculadas ao namoro,à doação de presentes,ao ensino de poesia,ao treinamento militar e à orientação e desenvolvimento de contatos sociais que iriam contribuir para o futuro do parceiro mais jovem.
Algumas vezes os homens trocavam votos de irmandade(um tipo de casamento temporário e contratual,podendo durar algumas horas ou até 99 anos,comum entre heterossexuais).

Estas relações não eram puramente sexuais,mas cultivavam o afeto entre os parceiros,havendo certas responsabilidades que pesavam sobre os homens mais velhos para com o futuro dos jovens.
Ritos de irmandade envolvendo mulheres lésbicas também foram comuns no Irã,estabelecidos após uma longa corte.O casal trocava presentes,viajava junto aos santuários e ocasionalmente dormia junto.
Exemplo de código que regulamentava as relações entre pessoas do mesmo sexo é o ”Nameh andarz” que se refere tanto a heterossexuais quanto a homossexuais.
Em geral escritos de pais para filhos ou de vizires para sultões estes livros continham capítulos separados para o tratamento dado às esposas e aos companheiros do mesmo gênero.
No Nameh Qabus (1082-1083) um pai aconselha a um filho:

”Você deve estar desperto tanto para mulheres quanto para os rapazes.
Não se deixe limitar suas inclinações para um dos dois sexos,deste modo você evitará hostilidades de ambos.
Durante o verão deixe seu desejo inclinar-se para os garotos,e durante o inverno deixe-o para as mulheres”

A literatura persa sacra transborda de referências homoeróticas do século XII ao XV, e a homossexualidade foi abraçada em numerosos espaços públicos que iam de casas de prostituição(reconhecidas como ”khaneh amrad”) até mosteiros e cafés.

Naser al-Din Shah, que governou a Pérsia 1848-1896,mantinha consigo um jovem amante chamado Malijak,a quem ele ”amou do que ninguém”;em suas memórias Malijak lembrou com orgulho sobre o amor do rei,que ele descreveu como ”sendo impossível para mim escrever sobre isso”;”[Ele] me segurou nos braços e beijou-me como se estivesse beijando uma de suas grandes amadas. ”

Em uma longa sessão do livro ”Sexual Politics in Modern Iran” intitulada ”Rumo à uma modernidade ocidentalizada” Afary demonstra como a tendência de modernização surgida durante a revolução constitucionalista de 1906 foi fortemente influenciada por conceitos colhidos do ocidente.

Um jornal chamado Nasreddin Molla notavelmente contribui nesta época para a mudança de paradigmas relacionados à sexualidade e papéis de gênero no Irã,trazendo um discurso Marxista bem documentado de desprezo à homossexualidade.
Relações de mesmo sexo e pedofilia foram confundidas,os professores clericais atacaram e acusaram os gays de molestar crianças,o estigma da homossexualidade passiva foi empregado como arma difamatória e os homens que mantinham amantes amrad foram ridicularizados.Os ritos de irmandade foram comparados satiricamente com casamentos heterossexuais.
Deste modo foi introduzido no Irã o discurso político homofóbico desenvolvido na Europa,de que a normatividade estava nas relações heterossexuais.

Posteriormente lideranças políticas constitucionalistas aderiram entusiasticamente ao combate à homossexualidade.O influente jornal Kaveh(1916-1921) editado pelo famoso constitucionalista Hasan Taqizadeh,liderou o movimento de opnião contrário às práticas homossexuais,com uma noção de modernidade que incluia a normatização do erotismo heterossexual e o abandono de todas as práticas homossexuais. O historiador e jornalista prolífico, Ahmad Kasravi,declarava que ”a homossexualidade era uma medida do atraso cultural” e poetas sufis do homoerotismo eram parasitas,cuja poesia gay tinha que ser eliminada,por ser perigosa.
Logo após a chegada ao poder em 1979, o aiatolá Khomeini estabeleceu a pena de morte para a homossexualidade.

Um outro exemplo possivelmente ainda mais dramático de importação homofóbica é o ocorrido em Uganda quando da visita de três evangélicos americanos à capital para ministrar uma série de palestras.
De acordo com Jeffrey Gettleman, jornalista do The New York Times (”O papel dos americanos na empreitada antigay de Uganda”,Jeffrey Gettleman),
”O tema do evento,segundo Stephen Langa, seu organizador ugandense, era o “plano gay – todo aquele plano oculto e obscuro” – e a ameaça que homossexuais impunham a valores baseados na Bíblia e à família africana tradicional.
Por três dias, de acordo com participantes e gravações de áudio, milhares de ugandenses, inclusive agentes de polícia, professores e políticos, ouviram fascinados os americanos, que foram apresentados como especialistas em homossexualismo. Os visitantes discutiam como transformar os gays em heterossexuais, como gays muitas vezes sodomizavam garotos adolescentes e como “o movimento gay é uma instituição do mal”, cujo objetivo é “derrotar a sociedade baseada em casamento e substituí-la por uma cultura de promiscuidade sexual”.
Um mês após a conferência, um político ugandense até então desconhecido, que se gaba de ter amigos evangélicos no governo americano, apresentou a Lei Anti-Homossexualidade de 2009, que ameaça enforcar homossexuais”;
O ministro de ética e integridade de Uganda chegou a declarar que “Homossexuais podem esquecer dos direitos humanos”.
Pelo menos um dos evangélicos americanos,Lively, admitiu ter se encontrado com legisladores ugandenses para discutir o assunto. Ele até escreveu em seu blog que alguém havia comparado sua campanha a “uma bomba nuclear contra o plano gay em Uganda”.
”Defensores dos direitos humanos em Uganda dizem que a visita dos três americanos ajudou a iniciar o que pode vir a ser um ciclo muito perigoso. Ugandenses gays já descrevem um mundo de espancamentos, chantagem, ameaças de morte como “Morra, sodomita!” pichadas em suas casas, assédio constante e até estupros supostamente correcionais.”

“Agora realmente precisamos nos esconder”, disse Stosh Mugisha, uma ativista de direitos gays que contou ter sido imobilizada em uma plantação de goiabas e estuprada por um agricultor que queria curá-la de sua atração por garotas. Ela disse que estava grávida e infectada pelo HIV, mas que a reação de sua avó foi simplesmente, “Você é teimosa demais”.

Apesar de ataques como esses, muitos gays e lésbicas aqui disseram que as coisas estavam melhorando para eles antes da lei, pelo menos o suficiente para realizar coletivas de imprensa e lutar publicamente por seus direitos. Agora eles temem que a lei possa incentivar linchamentos. Multidões já espancam pessoas até a morte por infrações tão ínfimas como roubo de sapatos.

“O que essas pessoas fizeram foi atear um fogo que elas não conseguem apagar”, disse o Reverendo Kapya Kaoma, um zambiano que atuou em segredo durante seis meses para relatar a relação entre o movimento anti-homossexual africano e os evangélicos americanos.”

Gettleman conclui o artigo dizendo que muitos africanos consideram a homossexualidade uma importação imoral do ocidente.

Muitos hindus e ocidentais,acostumados a leituras sóbrias do Bhagavad-Gita,livro sagrado que influenciou Thoreou e Max Mueller,ficariam chocados ao descobrir que o herói Arjuna se excitou com a bela visão da cintura de Krishna,e do seu pênis delineado através de suas roupas amarelas;Krishna, de lábios vermelhos como a ”fruta bimba” se relaciona sexualmente com Arjuna,transformado em mulher.
É o que informa o livro ”Same sex in índia” da professora Ruth Vanita,da universidade de Montana,a respeito de 2000 mil anos de tradição hindu não divulgada,ou minimizada,ou adulterada, sobre as relações entre pessoas do mesmo sexo naquele país.
De acordo com Vanita,puritanismo e homofobia foram certamente introduzidos na Índia durante a época colonial vitoriana inglesa,embora não se possa culpar somente a era colonial pela homofobia Hindu.
Recentemente derrubada,a lei colonialista do Código Penal Indiano,Seção 377, sancionada pelos britânicos em 1860,criminalizava o que chama de “ofensas sexuais contra a ordem natural”.
Nenhum texto sagrado hindu antes disso penalizava tão duramente a homossexualidade,nem mesmo o código de Manu,que prevê um banho ritual para brâmanes que tenham relações sexuais com alguém do mesmo sexo.

Bibliografia

Sexual Politics in Modern Iran(Janet Afary),Cambridge University Press,April 2009;
Capítulo 3. Classe,Status definidos de homossexualidade, e os rituais de namoro.
”O papel dos americanos na empreitada antigay de Uganda”,Jeffrey Gettleman(Tradução: Lana Lim),
extraído do site Athosgls
Same-Sex Love in India: Readings from Literature and History(Ruth Vanita,Saleem Kidwal)p. 92-93, citando o Padma Purana.

 

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