Archive for the ‘Sexualidade’ Category

XEQUE MATE

27/03/2012

A homossexualidade não pode influenciar o outro porque é inata.

– Não! É escolha!

Na hipótese de escolha:
1. Escolhe-se o melhor, então o melhor seria a homossexualidade implicando o fim da espécie. Portanto nesse caso não é escolha.
2. Na hipótese da homossexualidade ser melhor apenas para alguns e sendo a heterossexualidade natural nos héteros, então, ou é também natural nos homos ou é:
perversão, ou vício, ou doença, ou trauma, ou defeito genético, ou possessão demoníca.
O que é, então?

É perversão

– Não, porque milhões de pessoas em todo o mundo, em todos esses milênios não suportariam viver no opróbrio por uma tara.

É vício

– Não, porque os abstinentes são a prova de que a total abstinência não é capaz de provocar desejo pelo sexo oposto.

É doença

– Não, porque não há registros de medicina curativa também desde sempre, desde a origem da humanidade. E a OMS retirou seu status de doença porque não se enquadra na definição de doença.

É trauma

– Não, porque não há registros significativos de superação do trauma. E mesmo as tentativas de forjar tais registros fracassaram.

É defeito genético

– Não, porque não ameaça a sobrevivência do homossexual, nem a sua auto suficiência, nem o impede de alcançar a felicidade. Assim, do mesmo modo que não é doença, não é deficiência.

É possessão demoníaca

– Não, porque não há jejum, penitência e oração que desperte o desejo pelo sexo oposto.

Conclui-se que não é perversão, não é vício. não é doença, não é trauma, não é defeito genético, não é possessão demoníaca; consequentemente não é escolha nem apenas para alguns.
Se é assim, então… o que poderia ser?
É característica da natureza de certos indivíduos. É ontológico. É pré natal e pré determinado. É perfeitamente natural.

OBAMA É QUE É O CARA!

10/06/2011

 

 

October 14, 2010|By the CNN Wire Staff 

Obama: Homossexualidade não é escolha

(CNN) – O presidente Obama disse hoje que acredita que a homossexualidade não é uma escolha, mas o resultado de pessoas nascidas com “uma certa composição.”

Seu comentário foi feito durante um evento informal – organizado pela BET Networks da Viacom, CMT e MTV – em que os estudantes fizeram-lhe perguntas.

Perguntado diretamente se pessoas escolhem ser gays ou transgêneros, ou se nascem assim, Obama disse que não era um especialista, e acrescentou em seguida: “Não acho que é uma escolha. Penso que pessoas nascem com uma certa composição”

“Somos todos crianças de Deus,” disse Obama. “Nós não determinamos a quem amar. Por isso acho que discriminação com base em orientação sexual é errado.”

É provável que a posição do Presidente tenha irritado alguns grupos cristãos conservadores que defendem que é pecado e que consequentemente implica em escolha. [Mas nada provam cientificamente…]

http://articles.cnn.com/2010-10-14/politics/obama.homosexuality_1_homosexuality-transgender-people-choice?_s=PM:POLITICS

 

O Gay Católico observa que apesar de declarar não ser um especialista, seguramente Barack Obama tem a melhor assessoria técnica e científica do planeta. Veja em links agregados à carta aberta que o Gay Católico dirigiu à Presidenta Dilma Roussef, a explanação que o Dr. Jerome Goldstein fez no 21º Congresso da Sociedade Européia de Neurobiologia que ocorreu entre 28 e 31 de maio último.

https://gaycatolico.wordpress.com/2011/06/08/presidenta-dilma-roussef/

PRESIDENTA DILMA ROUSSEF

08/06/2011

 

Exma Sra.

Dilma Roussef, Presidenta da República Federativa do Brasil.

 

Entre 28 e 31 de maio último aconteceu em Lisboa o 21º Congresso da Sociedade Européia de Neurobiologia (ENS). Nele o Dr. Jerome Goldstein, diretor do San Francisco Clinical Research Center (EUA) enfatizou que “A orientação sexual NÃO É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA, é principalmente questão neurobiológica pré natal. Existem vínculos inegáveis. Nós queremos torná-los visíveis”.

 

http://www.medicalnewstoday.com/releases/226963.php

 

Ele mencionou a pesquisa sueca da neurocientista Ivanka Savic, do Instituto Karolinska de Estocolmo e os vários estudos com gêmeos, que aliás comentei aqui  há algum tempo; tanto o trabalho sueco como o anglo-sueco da Queen Mary University of London, ambos de 2008.

 

http://www.pnas.org/content/105/27/9403.abstract?sid=319b7033-3b4e-48bc-a3db-e8dba26b1260 

http://www.qmul.ac.uk/qmul/news/newsrelease.php?news_id=1075 

 

 
E veja V. Excia que ele acrescenta: “Temos de continuar a apresentar dados que mostram as diferenças ou semelhanças entre os cérebros dos homossexuais, heterossexuais, bissexuais e pessoas trans sexo. É evidente que a base da orientação sexual está no cérebro e suas diferenças na estrutura e função cerebral, e compete à área da Neurologia”

 

O Dr. Goldstein acrescentou mais… “A neurociência tem muito a oferecer para a compreensão das origens de todas as variações da orientação sexual. A neurobiologia da orientação sexual e do cérebro gay, combinados com outros estudos hormonais, genéticos e estruturais, tem conseqüências de longo alcance para além da orientação sexual. Variadas abordagens já estão surgindo como resultado do reconhecimento das diferenças de orientação sexual e do advento da medicina de gênero específico.”

 

Repare Sra. Presidenta que ele fala em “medicina de gênero específico”. É fantástico e revolucionário.

 

É a última, mais avançada, abalizada e confiável assertiva de que a homossexualidade NÃO É OPÇÃO, é inata. Incontestável.

 

Não é doença, não é opção, é CARACTERÍSTICA INATA.

 

Na certeza de que V. Excia considerará a ciência como parâmetro para as afirmações presidenciais.

 

E pela soberania do Estado Laico.

 

 

EUA – PESQUISA BOMBÁSTICA!

07/04/2011

Do Public Religion Research Institute – Washington, DC 20036

 

 

Relatório – Atitude católica sobre gays e lésbicas: um retrato abrangente da recente pesquisa

 

 

Os católicos são mais favoráveis ​​aos reconhecimentos jurídicos de pessoas do mesmo sexo do que os membros de qualquer outra tradição cristã e os americanos em geral.

Aproximadamente 75% dos católicos são a favor da permissão do casamento entre pessoas do mesmo sexo (43%) ou da união civil (31%). Somente 22% dos católicos são contrários ao reconhecimento legal das uniões homossexuais.

Quando o casamento homossexual é definido explicitamente como um casamento civil, o apoio é dramaticamente mais alto entre os católicos.

Se o casamento para casais gays é definido como casamento civil “como o que se realiza em cartório”, o apoio católico para a modalidade aumente 28%, de 43% para 71%. O mesmo padrão existe na população em geral, mas entre católicos é mais pronunciado.

Sob o tema do casamento homossexual, o apoio católico às lésbicas e aos gays é forte e ligeiramente maior que o do público em geral.

Aproximadamente três quartos (73%) dos católicos apoiam leis que protejam gays e lésbicas contra a discriminação em ambiente de trabalho; 63% dos católicos apoiam gays e lésbicas assumidos no serviço militar; e 6 em 10 (60%) dos católicos são a favor da adoção de crianças por casais homossexuais.

Comparado com o público em geral que vai à igreja, os católicos são muito menos propensos a ouvir sobre a questão da homossexualidade do seu clero, mas aqueles que ouvem têm muito mais probabilidade de ouvir mensagens negativas

Somente 1 em cada 4 (27%) dos católicos que assistem missa regularmente diz que o padre fala sobre homossexualidade, mas cerca de dois terços (63%) desse grupo dizem que as mensagens ouvidas são negativas.

Comparado a outros grupos religiosos, os católicos são significativamente mais propensos a dar a sua igreja avaliações pobres sobre como ela está lidando com a questão da homossexualidade.

Menos de 4 em 10 (39%) dos católicos dão à sua igreja alta avaliação (em notas tanto A como B) ao ítem manejo da homossexualidade.

Sete em cada dez católicos dizem que as mensagens em lugares de culto dos Estados Unidos contribuem muito (33%) ou pouco (37%) para aumentar a taxa de suicídio entre jovens gays e lésbicas.

A esmagadora maioria de católicos rejeita a idéia de que a orientação sexual possa ser mudada.

Aproximadamente 7 entre 10 (69%) dos católicos discordam que oreintação homossexual possa ser mudada; menos de 1 em 4 (23%) acredita que pode ser mudada.

A maioria dos catolicos (56%) acredita que relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo não é pecado.

Entre a população geral, menos da metade (46%) acredita que não é pecado.

(PRRI, Religion & Politics Tracking Survey, October 2010).

fonte:

 

http://www.publicreligion.org/research/?id=509

HOLOCAUSTO!

06/12/2010

O cientista médico Dr. Drauzio Varella afirmou contradizendo sua própria argumentação de defesa aos homossexuais que: “Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam…”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0412201036.htm

Somente com a ação das críticas pode se apurar uma falsidade, um embuste, um mentiroso objetivo contido no uso de crenças.”

 (Prof. J. Vasconcelos), em:

http://eleicoeshoje.wordpress.com/2010/12/01/pela-liberdade-de-crer/

 

Generalização falsa. O conhecimento científico não é uma ação crítica sujeita à crença. É um dado inquestionável.

O Mateus pode dizer que o céu é azul porque o vê da Terra e chama o que vê de céu. Mas um astronauta, que o vê da estação espacial nem sequer vê o céu como Mateus, mas o céu que vê não é azul. Porque o fenômeno da refração ali não existe. Então, de que cor é o céu? Nesse caso, a cor do céu depende da definição de céu.

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=65754&tid=5546746453701130345&na=3&nst=21&nid=65754-5546746453701130345-5547229796698825332

“O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu hoje (18/11) que devem ir a júri popular os pais da menina de 13 anos que morreu em 1993 por não receber uma transfusão de sangue. O casal Helio Vitoria da Silva e Ildelir Bonfim de Souza é Testemunha de Jeová, seita religiosa que se opõe a esse tipo de procedimento. Um médico, amigo da família, também foi denunciado.

Três dos cinco desembargadores da 9ª Câmara de Direito Criminal do TJSP votaram pela manutenção de sentença de primeira instância dada, em 2006, pela Vara do Júri de São Vicente. Dois magistrados se manifestaram a favor da absolvição do casal.

http://adav-advocaciaespecializada.blogspot.com/2010/11/testemunha-de-jeova-pais-que-impediram.html

“Em termos conclusivos, num regime de democracia pura, deve se atender aos princípios filosóficos de que a liberdade de crenças e de ideias é ampla em todos os aspectos na afirmação e na contra-afirmação.” (Prof. J. Vasconcelos)

A liberdade religiosa é constitucionalmente protegida assim como a liberdade de expressão. Afirmação que se levada ao absoluto, então, você pode ser um sacerdote do mal que crê que se deve sacrificar vítimas de expiação lançando crianças e adolescentes precipício abaixo, seus proprios filhos, imolando-os em altares incandescentes para atender aos desígnios de seu deus, e, tudo o que posso fazer é criticá-lo?

É óbvio que não. Quando a liberdade de crença fere a verdade científica deixa de ser crença e passa a ser preconceito.

A liberdade religiosa é legítima mas a liberdade de preconceito, não. A liberdade de preconceito é inconstitucional.

Quando o sacerdote, o padre, o pastor afirma que a homossexualidade é um delito, uma doença, absurdamente passível de reversão a um estado anterior que nunca existiu e portanto impossível como afirma a ciência, não é expressão de crença religiosa, é preconceito, é propaganda assassina enganosa. Então, a quem devo reclamar? Ao PROCON?

A FOLHA DE S. PAULO PREGA O CRIME?

01/12/2010

Em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2811201001.htm

A Folha disse: “Do mesmo modo, espera-se que ninguém estará impedido pela nova lei de considerar o homossexualismo atentatório aos mandamentos de Deus; até a Bíblia teria de ser censurada, nesse caso.”

A Bíblia não tem dono e é impossível censurá-la. Contudo, sua interpretação não. Sua interpretação tem dono, esse dono é um homem e muitas dessas interpretações ferem o conhecimento científico. Divulgam e ensinam falácias que são seguidas de violência e morte.

Não se pode expor crianças e adolescentes à mentiras construídas pelos cleros. Não se pode permitir que pais orientados por seus líderes religiosos acabem por induzir seus filhos à violência e ao suicídio.

Não se trata de censura mas de corrigir erros de interpretações de um texto sujeito à elas que são contrários à verdade científica. O clero e suas interpretações bíblicas não podem posicionar-se acima da Constituição e da Ciência.

A homossexualidade é predeterminada como constata sobejamente a ciência e portanto considerá-la um atentado aos mandamentos de Deus é negar a criação, por consequência negar a Deus. Ainda que sua predeterminação possa ser colocada em dúvida pelos mais céticos, o plano divino merece o benefício da dúvida e portanto, até prova em contrário não se pode deduzir que a homossexualidade não está no projeto de Deus para o Homem.

O ônus da prova científica, do contraditório científico de que a homossexualidade não é predeterminada cabe a quem nega sua predeterminação, visto que o mundo científico já declarou que é predeterminada e que a homossexualidade não é desordenada, não é doença e não está sujeita à reversão por não existir estado anterior para o qual se possa reverter.

Assim, defender que os cleros possam considerar a homossexualidade um atentado ao mandamento de Deus é usar o nome Deus para defender o direito de induzir ao crime contra a Sua criatura.

 O que está em jogo é a dignidade e a vida dos homossexuais e de todos, de ontem, de hoje e do futuro.

 
 

 

 

“O PAPA É GAY!” E DAÍ? QUAL É O PROBLEMA?

06/09/2010
 
 
 

Por Benjamin Bee

Hutton Gibson, pai quase centenário do celebrado ator e diretor cinematográfico de Hollywood Mel Gibson, afirmou recentemente em entrevista na mídia americana e divulgada por todo o mundo que o Papa Bento XVI e mais da metade do clero é gay. A afirmação não seria nada relevante se não partisse de um ancião católico conservador ortodoxo… e célebre, e ainda que se pretenda desacreditá-lo por sua avançada idade, seu discurso revela clareza de raciocínio e certa propriedade.

Mas o que importa se o Papa é ou não gay? Que diferença faz? Talvez a única diferença notável é que a afirmação revela que gays são pessoas competentes e capazes de assumir cargos da magnitude de um papado. São um bilhão e duzentos milhões de católicos sob sua batuta. Que líder isolado já teve ou tem rebanho desse tamanho? Sem mencionar a influência que possui sobre os demais cristãos perfazendo um séquito de dois bilhões de pessoas. Além disso é respeitado e admirado por quase a totalidade da população planetária. E é gay… segundo o secularmente vivido Hutton Gibson.

http://www.tmz.com/2010/08/09/mel-gibson-dad-hutton-gibson-pope-benedict-a-homosexual-political-cesspool-radio/ 



H. Gibson também afirmou que mais da metade do clero católico é composta por homossexuais. A própria base da Igreja católica reconhece essa afirmação como legítima se observada a intuição dos seus membros. E com razão, já que a própria metodologia de arregimentação do clero católico leva à essa conclusão.

 

 
O celibato, estratégia clerical para manter o patrimônio físico da Igreja sob o poder dos cardeais, e a prescrição 2357 no atual Catecismo Católico, prescrição continuada da interpretação literal das afirmações do líder judeu Moisés há cerca de 6 mil anos, que impede a formação de família pelos homossexuais, não deixou aos gays outra alternativa que o ingresso nos quadros profissionais da Igreja na função de padre, monges e outros consagrados. São estes por sua vez, os que fazem a ponte entre o povo leigo e a cúpula purpurada da Igreja.
Mais da metade dos celibatários religiosos da igreja são gays… segundo Gibson e o senso comum. Mas quanto é mais que a metade? Não seria absurdo pensar em 80 ou 85%. E qual o significado desse número?
Simples. O que seria da Igreja não fossem os gays? A resposta é…
– Não haveria padres o suficiente para dar conta de administrar o rebanho, ou o celibato clerical não seria viável; e não sendo possível o celibato clerical, outros interessados no patrimônio material da Igreja reivindicariam participação na capitalização dos recursos necessários para manter a gigantesca estrutura católica. A Igreja como se conhece hoje seria inviável. Não haveria Igreja desse tamanho.

A conclusão imediata dessa análise tão simples quanto lógica é que a Igreja existe como a conhecemos porque os gays a construíram e a mantiveram. Até hoje.

Nem todos os papas da Igreja foram gays. Mas muitos foram. Nem tampouco é difícil suspeitar da homossexualidade de tantos dos que foram fotografados após o advento da fotografia. Um gay conhece outro gay pelo olhar. Os retratados antes do aparecimento da fotografia não podem ser alvo dessa “especulação” porque a mão dos pintores altera o olhar e a realidade como não o faz a fotografia.

O clero é gay, sim. Hutton Gibson tem razão. Esconder ou ignorar essa realidade é embaçar a verdade.

A crise vivida hoje pela Igreja Católica não é da Igreja propriamente dita, é da alta hierarquia e principalmente do poder leigo que a controla. Seu poder econômico chegou ao princípio do fim.

Sabendo disso, as denominações mais poderosas, controladas por heterossexuais, temem perder o patrimônio que administram, e hoje o que fazem nada mais é que lutar para que este patrimônio não se pulverize nas mãos das famílias de clérigos que virão com o fim do celibato. O celibato clerical conhece nestes dias seu canto do cisne porque os homossexuais soltam suas cadeias em velocidade exponencial. Já não mais precisam recolher-se às sacristias, mosteiros e púlpitos. E é por isso que o poder vigente se opõe aos avanços político-jurídico-cultural dos homossexuais. Porque querem mantê-los na escravidão moralista dentro das igrejas. É o poder sem saída. Sem gays só será possível manter o rebanho com o fim do celibato, e com o fim deste a arrecadação não será suficiente para manter no poder os que dele desfrutaram até hoje.

Os ataques à libertação gay se acirram e os católicos nem se opuseram aliar-se às confissões não católicas, porque também a estas interessa a escravatura gay. Não há celibato nessas confissões, e quando o celibato católico cair também elas estarão ameaçadas, com alto risco de desaparecerem dada a tradição da Igreja Católica. Então, aos protestantes, evangélicos e outros, libertar os gays será o mesmo que derrubar celibato católico e aprofundar a competição entre eles, católicos e não católicos, com desvantagem para estes últimos.

Nessa guerra de ganâncias quem vem pagando a conta ainda são os não heterossexuais.

Mas não por muito tempo.

É FUNDAMENTAL.

29/08/2010

AO INVÉS DE TENTAR BRECAR A EVOLUÇÃO, MELHOR ACOMPANHAR SEU PASSO.

1ª PARTE

2ª PARTE

3ª PARTE

 

4ª PARTE

 

 

 

EXPORTAÇÃO DA HOMOFOBIA OCIDENTAL

06/07/2010

Colaboração enviada por Walter Silva da comunidade orkutiana “Eu Apoio o Casamento Gay”, a quem muito agradecemos. Com este, o Gay Católico se abre a todo trabalho intelectual sério que contribue para aprofundar o conhecimento da realidade gay católica. 

 

Exportação da homofobia ocidental

Em diversos locais do mundo oriental(do oriente médio ao extremo oriente)não raro encontramos afirmações de líderes políticos e religiosos sustentando a pretensão de que em sua cultura originalmente não existiam homossexuais,e que esta prática foi ”importada” do ocidente junto com seus valores morais decadentes.
Um exemplo relativamente recente dessa crença está no pronunciamento do presidente do Irã,Mahmoud Ahmadinejad,em 2007 na universidade de Colúmbia,declarando que em seu pais ”não existiam homossexuais”;neste artigo procuraremos demonstrar brevemente e sem maiores pretensões o equívoco de tais
indivíduos e o apelo contundente de gays e lésbicas por resgatar sua memória das brumas do passado, encoberto e destruído por heterossexuais homofóbicos.
Para início de conversa inúmeros pesquisadores e historiadores de diferentes áreas do conhecimento em diversos países do oriente têm escritos livros revolucionários
denunciando que a homofobia é uma importação ocidental,enquanto que a prática da homossexualidade dentro de suas respectivas culturas sempre foi tolerada e respeitada antes do contato com civilizações cristãs.
O livro ”políticas sexuais no Irã moderno” da ativista Janet Afary Tece uma análise histórica dos papéis de gênero e da sexualidade no Irã desde a era pré moderna até os dias atuais.Baseando-se em textos antigos,que são esmiuçados,Janet faz um retrato das relações de mesmo sexo em que a homossexualidade surge como um padrão social de estatus nas sociedades iranianas,onde um homem mais velho busca um amante jovem,o ”amrad”.
Neste período as relações homoeróticas entre dois machos no Irã estavam vinculadas ao namoro,à doação de presentes,ao ensino de poesia,ao treinamento militar e à orientação e desenvolvimento de contatos sociais que iriam contribuir para o futuro do parceiro mais jovem.
Algumas vezes os homens trocavam votos de irmandade(um tipo de casamento temporário e contratual,podendo durar algumas horas ou até 99 anos,comum entre heterossexuais).

Estas relações não eram puramente sexuais,mas cultivavam o afeto entre os parceiros,havendo certas responsabilidades que pesavam sobre os homens mais velhos para com o futuro dos jovens.
Ritos de irmandade envolvendo mulheres lésbicas também foram comuns no Irã,estabelecidos após uma longa corte.O casal trocava presentes,viajava junto aos santuários e ocasionalmente dormia junto.
Exemplo de código que regulamentava as relações entre pessoas do mesmo sexo é o ”Nameh andarz” que se refere tanto a heterossexuais quanto a homossexuais.
Em geral escritos de pais para filhos ou de vizires para sultões estes livros continham capítulos separados para o tratamento dado às esposas e aos companheiros do mesmo gênero.
No Nameh Qabus (1082-1083) um pai aconselha a um filho:

”Você deve estar desperto tanto para mulheres quanto para os rapazes.
Não se deixe limitar suas inclinações para um dos dois sexos,deste modo você evitará hostilidades de ambos.
Durante o verão deixe seu desejo inclinar-se para os garotos,e durante o inverno deixe-o para as mulheres”

A literatura persa sacra transborda de referências homoeróticas do século XII ao XV, e a homossexualidade foi abraçada em numerosos espaços públicos que iam de casas de prostituição(reconhecidas como ”khaneh amrad”) até mosteiros e cafés.

Naser al-Din Shah, que governou a Pérsia 1848-1896,mantinha consigo um jovem amante chamado Malijak,a quem ele ”amou do que ninguém”;em suas memórias Malijak lembrou com orgulho sobre o amor do rei,que ele descreveu como ”sendo impossível para mim escrever sobre isso”;”[Ele] me segurou nos braços e beijou-me como se estivesse beijando uma de suas grandes amadas. ”

Em uma longa sessão do livro ”Sexual Politics in Modern Iran” intitulada ”Rumo à uma modernidade ocidentalizada” Afary demonstra como a tendência de modernização surgida durante a revolução constitucionalista de 1906 foi fortemente influenciada por conceitos colhidos do ocidente.

Um jornal chamado Nasreddin Molla notavelmente contribui nesta época para a mudança de paradigmas relacionados à sexualidade e papéis de gênero no Irã,trazendo um discurso Marxista bem documentado de desprezo à homossexualidade.
Relações de mesmo sexo e pedofilia foram confundidas,os professores clericais atacaram e acusaram os gays de molestar crianças,o estigma da homossexualidade passiva foi empregado como arma difamatória e os homens que mantinham amantes amrad foram ridicularizados.Os ritos de irmandade foram comparados satiricamente com casamentos heterossexuais.
Deste modo foi introduzido no Irã o discurso político homofóbico desenvolvido na Europa,de que a normatividade estava nas relações heterossexuais.

Posteriormente lideranças políticas constitucionalistas aderiram entusiasticamente ao combate à homossexualidade.O influente jornal Kaveh(1916-1921) editado pelo famoso constitucionalista Hasan Taqizadeh,liderou o movimento de opnião contrário às práticas homossexuais,com uma noção de modernidade que incluia a normatização do erotismo heterossexual e o abandono de todas as práticas homossexuais. O historiador e jornalista prolífico, Ahmad Kasravi,declarava que ”a homossexualidade era uma medida do atraso cultural” e poetas sufis do homoerotismo eram parasitas,cuja poesia gay tinha que ser eliminada,por ser perigosa.
Logo após a chegada ao poder em 1979, o aiatolá Khomeini estabeleceu a pena de morte para a homossexualidade.

Um outro exemplo possivelmente ainda mais dramático de importação homofóbica é o ocorrido em Uganda quando da visita de três evangélicos americanos à capital para ministrar uma série de palestras.
De acordo com Jeffrey Gettleman, jornalista do The New York Times (”O papel dos americanos na empreitada antigay de Uganda”,Jeffrey Gettleman),
”O tema do evento,segundo Stephen Langa, seu organizador ugandense, era o “plano gay – todo aquele plano oculto e obscuro” – e a ameaça que homossexuais impunham a valores baseados na Bíblia e à família africana tradicional.
Por três dias, de acordo com participantes e gravações de áudio, milhares de ugandenses, inclusive agentes de polícia, professores e políticos, ouviram fascinados os americanos, que foram apresentados como especialistas em homossexualismo. Os visitantes discutiam como transformar os gays em heterossexuais, como gays muitas vezes sodomizavam garotos adolescentes e como “o movimento gay é uma instituição do mal”, cujo objetivo é “derrotar a sociedade baseada em casamento e substituí-la por uma cultura de promiscuidade sexual”.
Um mês após a conferência, um político ugandense até então desconhecido, que se gaba de ter amigos evangélicos no governo americano, apresentou a Lei Anti-Homossexualidade de 2009, que ameaça enforcar homossexuais”;
O ministro de ética e integridade de Uganda chegou a declarar que “Homossexuais podem esquecer dos direitos humanos”.
Pelo menos um dos evangélicos americanos,Lively, admitiu ter se encontrado com legisladores ugandenses para discutir o assunto. Ele até escreveu em seu blog que alguém havia comparado sua campanha a “uma bomba nuclear contra o plano gay em Uganda”.
”Defensores dos direitos humanos em Uganda dizem que a visita dos três americanos ajudou a iniciar o que pode vir a ser um ciclo muito perigoso. Ugandenses gays já descrevem um mundo de espancamentos, chantagem, ameaças de morte como “Morra, sodomita!” pichadas em suas casas, assédio constante e até estupros supostamente correcionais.”

“Agora realmente precisamos nos esconder”, disse Stosh Mugisha, uma ativista de direitos gays que contou ter sido imobilizada em uma plantação de goiabas e estuprada por um agricultor que queria curá-la de sua atração por garotas. Ela disse que estava grávida e infectada pelo HIV, mas que a reação de sua avó foi simplesmente, “Você é teimosa demais”.

Apesar de ataques como esses, muitos gays e lésbicas aqui disseram que as coisas estavam melhorando para eles antes da lei, pelo menos o suficiente para realizar coletivas de imprensa e lutar publicamente por seus direitos. Agora eles temem que a lei possa incentivar linchamentos. Multidões já espancam pessoas até a morte por infrações tão ínfimas como roubo de sapatos.

“O que essas pessoas fizeram foi atear um fogo que elas não conseguem apagar”, disse o Reverendo Kapya Kaoma, um zambiano que atuou em segredo durante seis meses para relatar a relação entre o movimento anti-homossexual africano e os evangélicos americanos.”

Gettleman conclui o artigo dizendo que muitos africanos consideram a homossexualidade uma importação imoral do ocidente.

Muitos hindus e ocidentais,acostumados a leituras sóbrias do Bhagavad-Gita,livro sagrado que influenciou Thoreou e Max Mueller,ficariam chocados ao descobrir que o herói Arjuna se excitou com a bela visão da cintura de Krishna,e do seu pênis delineado através de suas roupas amarelas;Krishna, de lábios vermelhos como a ”fruta bimba” se relaciona sexualmente com Arjuna,transformado em mulher.
É o que informa o livro ”Same sex in índia” da professora Ruth Vanita,da universidade de Montana,a respeito de 2000 mil anos de tradição hindu não divulgada,ou minimizada,ou adulterada, sobre as relações entre pessoas do mesmo sexo naquele país.
De acordo com Vanita,puritanismo e homofobia foram certamente introduzidos na Índia durante a época colonial vitoriana inglesa,embora não se possa culpar somente a era colonial pela homofobia Hindu.
Recentemente derrubada,a lei colonialista do Código Penal Indiano,Seção 377, sancionada pelos britânicos em 1860,criminalizava o que chama de “ofensas sexuais contra a ordem natural”.
Nenhum texto sagrado hindu antes disso penalizava tão duramente a homossexualidade,nem mesmo o código de Manu,que prevê um banho ritual para brâmanes que tenham relações sexuais com alguém do mesmo sexo.

Bibliografia

Sexual Politics in Modern Iran(Janet Afary),Cambridge University Press,April 2009;
Capítulo 3. Classe,Status definidos de homossexualidade, e os rituais de namoro.
”O papel dos americanos na empreitada antigay de Uganda”,Jeffrey Gettleman(Tradução: Lana Lim),
extraído do site Athosgls
Same-Sex Love in India: Readings from Literature and History(Ruth Vanita,Saleem Kidwal)p. 92-93, citando o Padma Purana.

 

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=509428&tid=5486976688142196032&na=2&nst=24 

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=509428

 

FINALMENTE! UM BISPO CATÓLICO A CAMINHO DA VERDADE

02/07/2010

“Concordo e aceito um homem que viva com um homem”

Entrevista com D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas e de Segurança de Portugal. Por Rosa Ramos, Publicada em 26 de junho de 2010 pelo

iOnline

 

(sobre a aprovação do casamento gay pelo Presidente Cavaco Silva) 

… “Para mim, independentemente do conteúdo – eu não concordo com a noção de casamento -, concordo e aceito um homem que viva com um homem e uma mulher que viva com uma mulher.

Isso não o choca?

É evidente que não. A atitude que tenho de ter é a respeitabilidade.”

(sobre as relações homossexuais)

Como encara o movimento de gays católicos?

São pessoas que põem problemas. Eu acho que o drama de cada pessoa deve ser entendido. Nós julgamos e jogamos com generalidades. Eu despertei para este problema já há muitos, muitos anos, quando conheci um casal que já não era jovem e que me confessou, amargurado, que o filho era homossexual. E eles sofriam e diziam: “Não discriminamos o nosso filho, achamos que não é um crime.” Nós podemos não aceitar nem entender que os nossos filhos sejam homossexuais, mas temos de os amar, não os podemos afugentar. E a Igreja só pode ter uma atitude: acolher, ouvir, tentar entender. Eu às vezes pergunto a colegas: “Você já alguma vez falou com um homossexual?” É que eu já e sabe o que é que vi? Uma pessoa que sofria loucamente, porque não era entendida, porque tinha uma orientação sexual que não é aceite socialmente. Alguém que se sentia só, escorraçado. Alguém que se escondia.

A Igreja acolhe os homossexuais, na verdade. Desde que não pratiquem a sua homossexualidade…

Com certeza que um casal homossexual não é um teórico, não é? E os afectos traduzem-se por essa prática, por essa fusão psíquico-afectiva da unidade misteriosa que é o ser humano.

A Igreja tem de entender isso?

Entender, sim. Sacralizar é que não – porque o amor, para a Igreja, é um sacramento, o matrimónio. Esta é uma matéria muito complexa, que tem de ser muito bem compreendida. E nenhuma instituição pode dizer se aceita ou não aceita. Cada caso é um caso.”

 

Enquanto tantos caminham em direção e sentido contrário, D. Januário já encontrou o sentido. E a direção da sua jornada converge para O CAMINHO. Ele ainda é jovem… vai conseguir alcançar a plenitude da caminhada.


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