Archive for the ‘CARTA ABERTA’ Category

A ESTRATÉGIA DE LOUIS P. SHELDON

06/09/2012

MINHA AGENDA É A PAZ

LUTAMOS PELA DIVERSIDADE SEXUAL PORQUE JÁ ENTENDEMOS QUE ELA É A ONTOLOGIA DE TODA A DIVERSIDADE HUMANA

Os “pastores” fundamentalistas neo pentecostais querem usar o que eles fingem acreditar, preceitos bíblicos contraditórios (e por isso não sagrados), para na verdade abrir caminho para um projeto mais largo de hegemonia de seu grupo.

Agora eles estão usando as populações LGBTs como bodes expiatórios porque ainda há resquícios de homofobia nas outras confissões religiosas. Mas na verdade eles querem vencer os homossexuais, aqui e no mundo, para depois partirem numa cruzada contra as outras religiões, e finalmente, contra o Estado Laico.

Eles sonham retomar o poder que os profetas tinham antes dos reis, onde os místicos controlavam o povo e sua cultura, inclusive a ciência.
É uma empreitada paranóica porque eles são paranóicos, mas o que estão fazendo é um enorme estrago no tecido social.

Eles são a maçã podre do balaio. Os falsos profetas do 3º milênio que apenas por terem o carisma do poder como tiveram Hitler e Mussolini, acreditam que são os profetas de Deus. Escondem suas insustentáveis contradições atrás da trincheira armada contra as populações da diversidade sexual, hoje já reconhecidas pelas religiões mais tradicionais, senão no todo, caminhando para isso.

Não. As populações da diversidade sexual são exigências da natureza que eles querem dar como pervertidas, Como se fosse possível que meia duzia de frases lidas fora do contexto histórico tivessem mais poder que uma natureza de muitos milhares de anos espalhada por toda a superfície terrestre. A ontologia de Deus está na ontologia da Terra.

As populações LGBTs não são contra as religiões, até porque sua imensa maioria é constituída por pessoas que acreditam no transcendente e estão disseminadas por todas as confissões religiosas. Mas, as populações LGBTs não podem mais estar submissas ao fundamentalismo religioso porque estas populações LGBTs são as que receberam o bastão para dar continuidade à evolução das civilizações nas sua perfeita harmonia com todas as tradições as mais diversas. A diversidade sexual é o carro chefe da diversidade cultural, política e religiosa.

É isso que eles querem destruir para em seguida destruir toda diversidade humana.

Folha de S. Paulo – SIM, HOMOFÓBICA!

27/06/2012

QUEM DISSE QUE A FOLHA NÃO É HOMOFÓBICA?

– para ser publicado no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo –

A ouvidora Suzana Singer saiu em defesa da Folha e do responsável pelo Painel do Leitor,ambos acusados de homofobia por publicar comentário racista (homofóbico) de leitor, alegando que por outro lado publicou editoriais que defendem tanto a diversidade sexual como a liberdade de expressão.

O argumento do editorial da Folha em defesa da criminalização da homofobia não a equipara ao racismo como deveria, antes sujeita-a à liberdade de expressar aversão ao ponto desta se confundir com ódio e incitar à violência homofóbica.

Uma isenta análise comparativa dos escritos postados no link  https://gaycatolico.wordpress.com  (publicados lá por falta de espaço nesta coluna), dão conta de que, sim, a Folha é mais homofóbica do que tolerante. Mais morde que assopra.

Benjamin Bee

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Acabo de receber…

Benjamin,
seus argumentos são fortes, mas não me convencem de que a Folha é homofóbica. Sobre publicar uma mensagem sua, acredito que sim. Você pode resumir sua posição, porque a mensagem deve ser curta, e eu posso encaminhar ao painel do Leitor. Mas não posso garantir que ela vai sair, porque não sou responsável pela seleção.
Atenciosamente,

Suzana Singer
Ombudsman – Folha de S.Paulo

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a história…

Recebi em 19/06

Caro Benjamin,

abordei o assunto na minha coluna do último domingo. Espero que a tenha lido.

Abaixo segue consideração do Painel do Leitor.

Atenciosamente,

Suzana Singer
Ombudsman – Folha de S.Paulo

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Respondi em 27/06…

Suzana Singer

Demorei para responder sua mensagem por falta de computador, me desculpe.

Eu poderia escrever um livro tão difícil que é resumir esse assunto. Eu esperava outra resposta sua, diferente da defesa que você faz da Folha.

Apesar da Folha ter em seus quadros pessoas bastante justas com a diversidade, também acolhe jornalistas homofóbicos. E o jornalista do painel do leitor é um deles. Outro é o diretor da cobertura da Parada feita pelo UOL. São casos de flagrante aversão aos homossexuais. Se você quiser posso comentar a cobertura da parada, mas aqui e agora só farei breve reflexão sobre o significado de liberdade de expressão em cima do que se publicou no painel do leitor e que você defendeu.

Primeiramente, a afirmação de que as pessoas LGBTs estão exagerando na luta pelos seus direitos é paranóia de homofóbico. Não há exagero algum, apenas defende-se a própria vida. Só um diferente sabe o que significa a sua luta. Os homofóbicos só conhecem o próprio sentimento de aversão e acham que esse sentimento é justo, saudável, verdadeiro e se justifica acima da violência a que são submetidos os diferentes.

E você na qualidade de jornalista ouvidora (dos interesses da Folha e não do cliente), não se apercebeu do conteúdo homofóbico da mensagem do leitor do painel, o escritor Kujawiski. E conteúdo homofóbico de uma mensagem caracteriza discurso de aversão, portanto discurso de ódio. Considerou o discurso do leitor como um discurso de opinião e não de aversão, de ódio que foi. E que foi muito além do discurso de ódio, incitou à violência.

Não é o que se escreve que se lê. O que ele escreveu, seguramente não foi lido ao pé da letra. O leitor mais equilibrado, até daria um desconto na raiva do octogenário (se soubesse que é um octogenário), mas o leitor com um mínimo de aversão a gays alimentaria sua aversão que deixaria de ser mínima e obviamente, numa escala crescente chegamos até aquele que está prestes a cometer assassinato. Só bastava esse empurrãozinho. Mormente se soubesse tratar-se de um texto elaborado por um intelectual.

Um discurso de opinião tem uma linguagem que não suscita esse tipo de interpretação. É possível levantar uma discussão sobre a legitimidade de qualquer coisa, até do amor de mãe, e sem exibir aversão se a linguagem for correta e se houver honestidade intelectual. É isso que exigimos, que se discuta uma opinião nessa base e não nos termos das falácias que sugerem e provocam sentimentos de aversão; e no extremo, ações de ódio assassino.

Ele começa afirmando que a Parada é uma apologia da homossexualidade. E é, também. Como não deveria ser? Estamos na avenida para dizer que temos orgulho e afirmar orgulho é uma forma de apologia. Mas daí a deduzir que estamos fazendo proselitismo, que é o que ele quis traduzir do termo “apologia”, existe apenas a distância entre a opinião e a aversão. E ele cresce nessa aversão até traduzi-la em ódio exterminador, onde os exterminados seriam os héteros. Que você, Suzana Singer, chamou de “ironia de mau gosto”. Muito sugestivo, mas cuja tradução real e evidente é o extermínio daqueles que fazem o proselitismo da homossexualidade, para assim garantir a sobrevivência dos heterossexuais. Ele levanta o sentimento de extermínio contra aqueles que ameaçam a heterossexualidade. Pareço exagerado? Quanto você quer apostar que o sentimento que o levou a escrever aquilo daquele jeito não se tratava de ódio exterminador? Obviamente se perguntado ele dirá que não. Que ele só gostaria que a parada não fosse “tão ameaçadora”.

E você, Suzana Singer, chamou a esse discurso de ódio, à essa incitação à violência de “ironia de mau gosto”. Justificou assim a liberdade do jornalista que permitiu a publicação, e abriu espaço para o discurso de ódio e a incitação à violência mascarados de “ironia de mau gosto”. Você consegue ver a sua própria homofobia nessa expressão? Eu consigo.

Então, você na qualidade de ombudsman antes de defender o jornalista homofóbico que permitiu o disparate, pense como seria se o objeto do comentário de Kijawiski fosse a comunidade negra. Porque homofobia é racismo, nem menos nem mais.

Já é hora da imprensa entender que homossexualidade não é escolha, não é vício de comportamento. Vale para você também, Suzana Singer. Porque se você considerasse a orientação sexual da cada um como um dado inexorável e fixo que é, você entenderia os reclamos das pessoas LGBTs. E a Folha de S. Paulo manteria a liberdade de expressão sem permitir o discurso de ódio à diversidade.

Benjamin Bee

Os pivôs do crime:

http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/meuolhar/1102742-para-leitor-ser-hetero-nao-sera-politicamente-correto.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsman/49243-sera-que-a-folha-e.shtml

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Ainda respondendo a Suzana Singer, ombudsman do grupo Folha que afirmou em sua coluna do dia 17/06/2012 que a Folha não é homofóbica.
Suzana

Eu ainda gostaria, se me permitisse, comentar sua afirmação feita na sua coluna do dia 17 último.

“Para saber a opinião da Folha, tem que olhar os editoriais. Nos últimos anos, eles defenderam iniciativas que visam garantir direitos de casais aos gays e a aprovação de uma lei específica contra a homofobia (sem tolher a liberdade de expressão).”

Exatamente. A Folha defende uma lei contra a homofobia “sem tolher a liberdade de expressão”. O que significa isso? Permitir a liberdade de expressão qualquer que seja a expressão? Mesmo que seja a expressão de um sentimento de aversão que induz um outro a fomentar, amplificar o seu próprio sentimento de aversão já existente?

Você se refere ao editorial da Folha que trata do PLC 122. Eis o que diz o editorial da Folha mencionando o PLC 122:

… “Ele inclui a discriminação por orientação sexual na que trata de crimes por preconceito de raça ou de cor (nº 7.716, de 1989).
O problema maior é antigo, portanto. Está no artigo 20 dessa lei (“praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”), que passaria a abranger a orientação sexual.
A amplitude e a indefinição dos termos ergueria uma espada sobre qualquer discurso ou escrito que condene a homossexualidade. Poderia ser acusado de “induzir” a discriminação e, em tese, levar à pena de reclusão por um a três anos, mais multa.”

Está claro que se trata do discurso proselitista religioso, porque o científico ou filosófico jamais condenaria a homossexualidade, ou não seria nem científico, nem filosófico.

in

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1705201101.htm

Então, a Folha está ao lado da homofobia religiosa ou não?

Além disso, poder ser acusado de induzir a discriminação não significa ser condenado por induzir. Deduzir o que seria a decisão de um juiz antes de um processo é o quê? O argumento do editorialista aqui é falacioso.

Agora…

João Pereira Coutinho em

Homofobia não é crime

“Pretender criminalizar a homofobia porque não se gosta de ideias homofóbicas é querer limpar o lixo que há na cabeça dos seres humanos. Essa ambição é compreensível em regimes autoritários, que faziam da lavagem cerebral um método de uniformização. Não deveria ser levado a sério por um Estado democrático. ”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/14528-homofobia-nao-e-crime.shtml
Pergunto: ele escreveria? – “Pretender criminalizar o racismo porque não se gosta de ideias racistas é querer limpar o lixo que há na cabeça dos seres humanos. Essa ambição é compreensível em regimes autoritários, que faziam da lavagem cerebral um método de uniformização. Não deveria ser levado a sério por um Estado democrático. ” ???

Ora, a homofobia religiosa não é diferente do racismo. Religiosa ou não ,ela sempre será a negação de um grupo social que não pode ser diferente do que é.

Quer dizer então que não se pode criminalizar a homofobia porque a criminalização vai impedir de se alardear Levíticos e Romanos? Mas Levíticos já está impedido em sua quase totalidade pela própria aculturação das sociedades. E Romanos? A Lei do Divórcio impediu a ICAR de alardear sua rejeição e discriminação dos divorciados? Deus ama os divorciados, mas odeia o divórcio…

Suponha que alguém diga “eu não gosto de negros” A Folha publicaria? Publicaria no Painel do Leitor?

A Folha publicaria minhas mensagens que acabei de lhe enviar?

Diga agora se a Folha é ou não homofóbica?

Apesar de ter em seus quadros jornalistas não homofóbicos que produzem matérias em defesa da diversidade, Suzana, no morde e assopra, está vencendo a mordida.

Benjamin Bee

QUERO SABER COMO É…

29/03/2012

Legendado em português. Ative a legenda se não carregar automaticamente.

 

DENUNCIANDO NO MP O ÓDIO FUNDAMENTALISTA II

07/02/2012

As ONGs LGBTs são as legítimas responsáveis para sair em defesa dos interesses da comunidade LGBT e seus membros. A ABGLT é a principal ONG ao nivel nacional, é pessoa jurídica que em tese têm toda credibilidade junto aos orgãos de governo, e portanto deveria ser a primeira responsável para agir, tomar atitudes, usar das ferramentas formais à sua disposição para defender pessoas vítimas dos nossos únicos agressores reais, os fundamentalistas religiosos.

Entretanto, tivemos que contar exclusivamente com o interesse de uma pessoa física para se manifestar ao nosso favor junto ao Ministério Público. Pessoa que não tem interesse nos holofotes, nem nas verbas que o governo concede para tais ações.

A denúncia que segue é contra Edir Macedo e Clodomir da IURD por exercício ilegal da medicina e por endemonizar os LGBTs, expressando assim seu discurso de ódio. Está aqui apresentada com toda transparência como devem de ser as ações de interesse público. Seguem: o termo da denúncia com carimbo dos Correios provando a entrega na agência dos originais,  o recibo dos Correios provando a postagem e o rastreamento provando a entrega no destino. A postagem, a exemplo do que foi feito na denúncia contra Malafaia, foi feita com AR – Aviso de Recebimento que só será publicado quando os Correios encaminharem ao remetente, do mesmo modo como já feito no post anterior referente à denúncia contra Malafaia.

Os vídeos-prova da denúncia  ainda estão publicados no YouTube, e são de conhecimento geral. Lista dos links ao final do post. E os dados do denunciante foram omitidos para garantir-lhe a privacidade e a segurança.

DENUNCIANDO O ÓDIO FUNDAMENTALISTA

06/12/2011

 Embora a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais tenha feito a sua denúncia na Procuradoria da República dos Direitos do Cidadão, não procedeu com a devida transparência numa situação tão delicada quanto importante.  Assim, o Gay Católico entendeu que deveria reforçar a denúncia da ABGLT e apresentar todo o procedimento. Até para que qualquer cidadão que se sentir lesado em seu nome e em nome da coletividade possa ter uma referência de como proceder com transparência, publicando todos os passos da sua denúncia sempre que for o caso.

O Gay Católico agradece ao denunciante, mantido aqui em sigilo para sua proteção, que se prontificou a fazer a denúncia e documentar todos os passos.

O Gay Católico fica por apresentar o nº do protocolo emitido pela Procuradoria Regional da República em São Paulo que recebeu pelos Correios a documentação com aviso de recebimento.

Não publicamos o vídeo prova da denúncia por ser repulsivo.

DOCUMENTOS

Ao: Exmo. Sr. Jefferson Aparecido Dias
Procurador Regional dos Direitos do Cidadão – PR/SP
Procuradoria da República em São Paulo
Rua Peixoto Gomide, 762/768
São Paulo-SP
01409-904
jadias@prsp.mpf.gov.br

Eu, [dados do denunciante retirados por medida de segurança], considerando que:

1. A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais protocolou o Ofício PR 236/2011 (TR/dh) Curitiba, 24 de outubro de 2011, junto a Exma. Sra. Gilda Pereira de Carvalho – Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão – em pfdc001@pgr.mpf.gov.br, onde apresentou denúncia contra o Sr. Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, http://www.vitoriaemcristo.org , por ter este veiculado vídeo incitando à violência contra os homossexuais organizadores da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Rf: Assunto: Solicitação de juntada – Protocolo nº 1.34.001.006152/2011-33;

2. Considerando que a prova apresentada pelo Sr. Toni Reis, Presidente da ABGLT era um trecho do vídeo em questão que estava publicado no YouTube, site de hospedagem de vídeos na internet, e que foi retirado pelo usuário que o publicou, portanto, subtraindo a prova apresentada a Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão;

3. Considerando que o Sr. Silas Malafaia é auto denominado pastor evangélico que faz e transmite leituras das Sagradas Escrituras – A Bíblia literalistas, e demanda de seus seguidores interpretação literal dos seus discursos, homilias e leituras;

4. Considerando a extrema gravidade do discurso que sugere aos fiéis católicos e por analogia indispensável aos fiéis evangélicos, o uso da violência física com expressões chulas que se podem ouvir no 8′:15″ e mesmo ao longo de todo o vídeo (anexo em CD), e expressa um discurso agressivo que sugere pela própria forma e por imitação o uso da violência;

5. Considerando ser evidente o uso do discurso de ódio aos homossexuais como plataforma proselitista da sua doutrinação continuamente e por todos os meios de comunicação, inclusive propondo terapias de reversão aos homossexuais, terapias que são formas de violência física e psicológica contra os de orientação sexual diferente da heterossexual;

solicitamos a V. Excia, no interesse difuso da coletividade e em especial da coletividade LGBT, que se digne mandar apurar o que ora entendemos ser discursos de ódio, com incitação implícita e explícita à violência, proferidos pelo Sr. Silas Malafaia.

Na defesa de uma sociedade justa, igualitária, inclusiva e livre de preconceitos

[assinatura do denunciante retirados por medida e segurança]

Itapecerica da Serra, 30 de novembro de 2011

Anexo: meio físico – CD – com o discurso e as imagens do referido discurso do Sr. Silas Malafaia.

 

VA PENSIERO

25/08/2011

Nessa diáspora da cidadania, nós LGBTs do Brasil também vivemos insuportável opressão

VA PENSIERO

O vídeo de que trata este post é muito especial. É um fantástico exemplo para nós que temos, também, uma “representação parlamentar especial”… A história está narrada no corpo da mensagem abaixo.

No último dia 12 de março, Silvio Berlusconi enfrentou uma realidade. A Itália festejava os 150 anos de sua unificação. E isto aconteceu na Ópera de Roma, com a ópera “Nabuco”, de Giuseppe Verdi, dirigida pelo maestro Riccardo Muti.

Nabuco é uma obra tanto musical como política. Evoca o episódio da escravidão dos judeus na Babilônia, e seu famoso coro “Va Pensiero” – o canto dos escravos oprimidos. Na Itália, este canto é o símbolo da busca de liberdade do povo, que, ao final do século XIX – época na qual foi escrita a ópera -, estava oprimido pelo império Habsburgo, o qual foi combatido até a criação da Itália unificada.

Antes da apresentação, Gianni Alemanno, Prefeito de Roma, subiu ao palco para pronunciar um discurso denunciando a retaliação do Ministro da Cultura, que estava no Governo, apesar de Alemanno também ser membro do partido governante e velho ministro de Berlusconi. Esta intervenção política, em um momento cultural dos mais simbólicos para a Itália, produziria um efeito inesperado, posto que Berlusconi, em pessoa, assistia à apresentação da ópera.

Ricardo Muti, diretor da orquestra, contou que foi uma verdadeira revolução:

“No princípio, houve uma grande ovação do público. Depois, começamos com a ópera, que se desenvolveu muito bem, até chegarmos ao famoso coro ‘Va Pensiero’.

Imediatamente, senti que a atmosfera estava tensa no público. Existem coisas que não podemos descrever; porém as sentimos. Era o silêncio do público que era sentido. Porém, no momento em nos demos conta de que se iniciava o ‘Va Pensiero’, o silêncio se preencheu de verdadeiro fervor. Podia-se sentir a reação visceral do público’ ante o lamento dos escravos que cantavam: ‘Oh pátria minha, tão bela e perdida’.

Quando o coro chegou ao seu final, já se podiam ouvir, na platéia, vários “bis”. O público começou a gritar: “Viva Itália!”, “Viva Verdi!”, “Longa vida à Itália!”. As pessoas da galeria começaram a atirar panfletos com mensagens patrióticas.

Em certa ocasião, Muti havia aceitado de fazer um bis para o “Va Pensiero”, no Escala de Milão, em 1986, visto que para ele a ópera não deve sofrer interrupções. “Eu não queria somente fazer um bis. Teria que existir uma intenção especial para fazê-lo”, relata. Porém o público já havia despertado seu sentimento patriótico. Em um gesto teatral então, Muti se voltou para o público, olhou para Berlusconi e falou: “Sim, estou de acordo com isto. “Longa vida à Itália!”.

Porém… Já não tenho mais 30 anos. Já vivi a minha vida; mas, viajei muito pelo mundo, e hoje tenho vergonha do que acontece em meu país. Então, cederei ao pedido do público para um bis para o ‘Va Pensiero’, novamente. Não é só pela dita patriótica que sinto, senão porque esta noite, quando dirigia o coro que cantou “Ai minha pátria, bela e perdida”, pensei que se seguirmos assim vamos matar a cultura sobre a qual se construiu a história da Itália. Em tal caso, nossa pátria estaria em verdade “bela e perdida”.

(Aplausos, inclusive os dos artistas em cena)

E continuou: Já que reina aqui um clima italiano, eu, Muti, calei minha boca por muitos anos. Quisera agora dizer algo… Teríamos que dar sentido a este canto; estamos em nossa casa, no teatro de Roma, e com um coro que cantou magnificamente bem e acompanhou de forma esplêndida. Se querem, proponho a todos de unir-se a nós para que cantemos juntos.

“Vi grupos de gente levantando-se. Toda a ópera de Roma se levantou. E o coro também. Foi um momento mágico na ópera. Essa noite não foi somente uma representação de Nabuco, mas, também, uma declaração do teatro da capital para chamar a atenção dos políticos”.

Agora, veja o vídeo com os momentos acima descritos. Basta clicar no link abaixo…

http://www.youtube.com/watch?v=gaXE0v0bJoE&feature=related

 

 

PRESIDENTA DILMA ROUSSEF

08/06/2011

 

Exma Sra.

Dilma Roussef, Presidenta da República Federativa do Brasil.

 

Entre 28 e 31 de maio último aconteceu em Lisboa o 21º Congresso da Sociedade Européia de Neurobiologia (ENS). Nele o Dr. Jerome Goldstein, diretor do San Francisco Clinical Research Center (EUA) enfatizou que “A orientação sexual NÃO É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA, é principalmente questão neurobiológica pré natal. Existem vínculos inegáveis. Nós queremos torná-los visíveis”.

 

http://www.medicalnewstoday.com/releases/226963.php

 

Ele mencionou a pesquisa sueca da neurocientista Ivanka Savic, do Instituto Karolinska de Estocolmo e os vários estudos com gêmeos, que aliás comentei aqui  há algum tempo; tanto o trabalho sueco como o anglo-sueco da Queen Mary University of London, ambos de 2008.

 

http://www.pnas.org/content/105/27/9403.abstract?sid=319b7033-3b4e-48bc-a3db-e8dba26b1260 

http://www.qmul.ac.uk/qmul/news/newsrelease.php?news_id=1075 

 

 
E veja V. Excia que ele acrescenta: “Temos de continuar a apresentar dados que mostram as diferenças ou semelhanças entre os cérebros dos homossexuais, heterossexuais, bissexuais e pessoas trans sexo. É evidente que a base da orientação sexual está no cérebro e suas diferenças na estrutura e função cerebral, e compete à área da Neurologia”

 

O Dr. Goldstein acrescentou mais… “A neurociência tem muito a oferecer para a compreensão das origens de todas as variações da orientação sexual. A neurobiologia da orientação sexual e do cérebro gay, combinados com outros estudos hormonais, genéticos e estruturais, tem conseqüências de longo alcance para além da orientação sexual. Variadas abordagens já estão surgindo como resultado do reconhecimento das diferenças de orientação sexual e do advento da medicina de gênero específico.”

 

Repare Sra. Presidenta que ele fala em “medicina de gênero específico”. É fantástico e revolucionário.

 

É a última, mais avançada, abalizada e confiável assertiva de que a homossexualidade NÃO É OPÇÃO, é inata. Incontestável.

 

Não é doença, não é opção, é CARACTERÍSTICA INATA.

 

Na certeza de que V. Excia considerará a ciência como parâmetro para as afirmações presidenciais.

 

E pela soberania do Estado Laico.

 

 


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