TEOLOGIA ESFÉRICA II

Como urgia que os hebreus expandissem em número para enfrentar a hegemonia dos politeistas, a procriação não poderia deixar de ser o foco fundamental. Assim, instou-se que as relações sexuais que desprezavam a procriação biológica seriam consideradas inaceitáveis. E esse conceito de sexualidade perdurou por milênios, até que…
 

TEOLOGIA ESFÉRICA II

Com o avanço da Física Óptica criaram-se as lentes e com elas os telescópios. A Astronomia deu um salto qualitatitavo e lançou o olhar do homem para muito mais longe, e também muito mais fundo com os microscópios. Entretanto, mesmo admoestada pela Reforma Protestante – início do sec. XVI, a Igreja não se moveu no sentido de repensar sua teologia.

Assim como a Geometria Euclidiana não alcançava a a totalidade das exigências da ciência e novos modelos de Geometria tiveram que ser elaborados, entre os quais a Geometria Esférica – início do século XIX; Também a “teologia da terra plana” já não dava mais conta de explicar as contradições bíblicas e resolver os novos problemas que as descobertas científicas apresentavam. Paralisada no sectarismo, a Igreja então inicia seu longo período de decadência. De governante passou a governada e para não perder o poder que ainda lhe restava, negociou sua influência popular com os governantes. Por insistir na “teologia plana” a Igreja não só perdeu a hegemonia do poder como segue perdendo seu raio de influência.

Como o curso da Natureza é inexorável e irreversível, esta adiantou-se às igrejas todas e começou a agir no subconsciente humano. A mulher, intuitiva, não esperou que seus líderes religiosos hes dissessem que rumo seguir diante da iminente lotação da Terra, e criou um movimento de transformação social – sec. XX, que se ainda não concluso pouco falta para tanto, e que levará a civilização a um outro nível de realizações. Do mesmo modo, agora que o percurso feminino se consolidou, aqueles outros intuitivos que o apoiaram viram-se livres para obedecer o curso natural.

Os “diferentes” dos homens e das mulheres comuns, os que a rigor se encontram a meio caminho entre o masculino e o feminimo, os divinamente criados para essa função, criados para não ser exclusivamente nem macho, nem fêmea, hoje começam a surgir como uma avalanche sobre a sociedade. E tudo indica que as igrejas começam a despertar para o fato de que a Terra lotou. E afirma que estes seres por milênios gestados pela natureza fazem parte fundamental do Plano Divino da Criação.

E são eles O Arauto da nova teologia. A Esférica. Cujo modelo não será o último mas que servirá por muito tempo para aproximar o Homem de Deus.

Deus não ordenou que o homem criasse e multiplicasse e enchesse toda a Terra. Ele, por ser Deus que É, simplesmente constituiu o homem para isso. Do mesmo modo ele não ordenou que o homem criasse e multiplicasse no espírito, da mesma forma constituiu-o para tanto.

Assim como o Homem não decidiu pelo impulso da cópula, assim também nao decidiu pelo espírito de transcendência. Foram-lhe dados um e outro.

O Homem também caminha compulsóriamente para Deus. Simplesmente porque Deus não criou o Homem para provar coisa alguma, apenas criou-o para a Sua Semelhança.

No início do século XVII construiu-se o telescópio e o microscópio, e o olhar humano se aprofunda até muito longe onde jamais havia chegado antes.

A Física Óptica muda o foco do conhecimento e nasce a Ciência como disciplina humana inquestionávelmente exata. As bases estavam lançadas. Descobre-se o espaço terrestre finito e limitado.

Quatro séculos se passaram gestando a nova humanidade. Aquela a quem caberia adequar-se a um espaço limitado , a Terra.

As guerras, ações de extermínio para abertura de espaço para os mais fortes que tenham sido não funcionaram, a população continuou sua expansão. A mulher toma a iniciativa de controlar o número de filhos, o que desacelerou o crescimento que continua. As epidemias são insignificantes para deter o avanço numérico da massa. Os governos buscam controlar a natalidade, um paliativo. A demografia explode e com ela a homossexualidade explode no planeta como tentativa de solução final.

Num esforço inédito a humanidade busca o equilíbrio populacional. E claro, se a super população resulta da procriação biológica, esta resulta da sexualidade. Assim as relações sexuais que desprezam a procriação biológica, de inaceitáveis passam a urgentes. E a procriação biológica começa a ceder espaço para a procriação espiritual.

As igrejas proliferam como bactérias, mas todas elas equivocadamente baseadas na teologia da Terra plana, a teologia da contradição. As águas da contradição. E nessas águas não sobreviverão.

Só a teologia que assumir a esfericidade da Terra atravessará o Mar Vermelho. Só a teologia que assumir a procriação espiritual no lugar da procriação biológica sobreviverá.

sec. XVI – REFORMA

sec. XVII – TELESCÓPIO

sec. XVIII – A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

sec. XIX – GEOMETRIA NÃO EUCLIDIANA

sec. XX – MOVIMENTO FEMINISTA

sec. XXI – PEGADA ECOLÓGICA, A INTRODUÇÃO À TEOLOGIA ESFÉRICA E O FIM DA  HETERONORMATIVIDADE

Tags:

2 Respostas to “TEOLOGIA ESFÉRICA II”

  1. Manual das Encalhadas Says:

    [Tutorial] Como tomar a iniciativa sem parecer vulgar…

    Olá! Vim deixar meu oi e convidá-los a dar um pulinho no #ManualdasEncalhadas Beijoooos…

  2. Andrea Foltz Says:

    Ben, coração! Seu blog tá lindo e com matérias da hora! Parabéns, amore! Bjux.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: