TEOLOGIA ESFÉRICA I

 

POR UMA TEOLOGIA PARA O PRESENTE E FUTURO

Até a Idade Média, o homem comum olhava para cima, via no céu o Sol, a Lua e as estrelas. Via o Sol e a Lua como discos achatados por falta de ciência e analogamente, embora os intelectuais desde a Grécia Antiga já especulassem sobre a esfericidade da Terra, o senso comum a dava como plana.

Foi com este conhecimento que a teologia foi pensada e dessa forma cristalizada. Também nada se sabia sobre os limites da Terra. Não estava sob a sua ótica a possibilidade de que um dia a humanidade a ocuparia inteiramente e que nela chegar-se-ia ao ponto de lotação máxima permitida. Noção que só recentemente tem sido aceita. Daí hoje, a expansão do conceito de “pegada ecológica”

Até Abraão, patriarca judeu, o politeísmo era o modo com que o homem se relacionava com o transcendente, a exceção do próprio povo judeu na tradição de Noé. As civilizações eram então, politeístas e dominavam a Terra. Não existia nelas a cultura das relações heterossexuais como norma prioritária.

O povo judeu, população minoritária, precisava então aumentar em número para fazer frente ao domínio dos povos circunvizinhos.

A lógica da teologia judaica admitia, por razoabilidade, que houvesse um deus superior aos outros. Os próprios politeístas reconheciam entre seus deuses, um que suplantava os outros, ao qual estes em última instância, estavam sujeitos.

Era natural para os judeus que, por força dessa razão, os deuses subordinados simplesmente não existissem. Pode-se deduzir que todos eles estariam incorporados no Único, Yahweh.

Com a vitória da liderança de Moisés sobre os egípcios, um código se fez necessário para que a independência dos judeus se solidificasse. Moisés* então, estabeleceu o Pentateuco, a partir do Decálogo.

No Gênesis, a ordem da criação do unverso tão surpreendemente inspirada, descrição figurativa de há milênios que se pode corroborar científicamente, culmina com a criação do primeiro homem, Adão. Logicamente também figura de linguagem. Pode-se tomar Adão como tendo sido o primeiro homem monoteísta, ou o primeiro dotado de inteligência transcendente. O primeiro a acreditar num Criador e Único. Que também pode ser entendido como o primeiro a reconhecer a si mesmo conscientemente.

Como urgia que os hebreus expandissem em número, a procriação não poderia deixar de ter foco fundamental. Assim, instou-se que as relações sexuais que desprezavam a procriação seriam consideradas inaceitáveis. E esse conceito de sexualidade perdurou por milênios, até que…

* Conjuntos de escritos atribuídos a vários autores

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